Muitas pessoas seguem desaparecidas na Venezuela, e milhares delas estão sem onde morar, enquanto a crise humanitária provocada pelos dois terremotos que abalaram o país continua se agravando. O temor agora, revela o líder da Igreja Católica no país caribenho, arcebispo Raul Biord, é de que o período do inverno dificulte, ainda mais, a situação.
O governo da Venezuela não divulgou um balanço do número de desaparecidos após os tremores. No entanto, o site Desaparecidos Terremotos Venezuela, criado pela sociedade civil logo após a tragédia para auxiliar nas buscas, indica que mais de 29 mil pessoas seguem com paradeiros desconhecidos desde o último mês.
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“Há milhares de mortos, muitos casas, edifícios, escolas, hospitais e igrejas destruídas. Muitas pessoas estão vivendo em tendas, que são cobertas com plástico, e estamos no inverno aqui, quando acontecem muitas chuvas, e isso agrava a situação”, disse o líder religioso durante entrevista coletiva com a imprensa internacional organizada pela fundação Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), que realizou uma missão no país recentemente e anunciou novos recursos para ajuda às vítimas.
Os tremores afetaram principalmente o estado de La Guaira, na costa norte da Venezuela, mas também atingiram regiões como Caracas, Miranda, Carabobo, Falcón e Arágua.
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do Metrópoles
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Pessoas observam prédios incendiados após um terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingirem a Venezuela
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Venezuela: resgatistas mantêm contato com homem soterrado há 8 dias
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Estimativas da sociedade civil apontam cerca de 30 mil desaparecidos na Venezuela
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Mais de 800 prédios sofreram danos
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Caracas e La Guaira foram os locais mais afetados pelos tremores
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Terremoto na Venezuela deixou mais de 5 mil mortos
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Terremotos na Venezuela
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Em meios a escombros, venezuelanos buscam familiares por conta própria
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Segundo a última atualização do governo venezuelano, mais de 23 mil pessoas vivem atualmente em acampamentos improvisados desde 24 de junho, quando os terremotos de 7,2 e 7,5 atingiram o país. Um número que cresce diariamente, e causa preocupação.
Estimativas do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR), divulgadas no início do mês, apontam que o desastre natural causou danos estruturais na Venezuela que giram na casa dos US$ 37 bilhões (cerca de R$ 191 bilhões).
Os números da tragédia
- 5.398 mil mortes
- 16.740 mil pessoas feridas
- 6.462 mil resgatados com vida
- 23.335 mil pessoas em acampamentos
- 17.907 mil pessoas afetadas
- 856 edifícios atingidos
- 190 instalações totalmente colapsadas
- 44.298 mil pacientes atendidos
“O governo está levando acampamentos transitórios e refúgios permanentes [para áreas afetadas], mas o número de pessoas sem casa é muito grande, e eles não serão suficientes em um curto tempo”, explica o arcebispo Biord.
Além das vítimas fatais e dos danos materiais, moradores de La Guaira enfrentam um outro problema. O estado, conhecido por ser uma das regiões turísticas mais importantes da Venezuela, convive com uma paralisação de um dos setores que movimentam a economia local.
“O drama de La Guaira, além das moradias, é que todos perderam seus trabalhos, porque as pessoas trabalham nos portos, aeroportos e no turismo”, afirma Biord. “Aqueles que ainda têm suas casas, já não têm trabalho”.
Os terremotos na Venezuela completam 1 mês nesta sexta-feira (24/7). Novos sobreviventes não são encontrados desde o início do mês, quando informes do governo local apontavam que 6.642 mil pessoas haviam sido resgatadas com vida.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Junio Silva.

