O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) José Roberto Arruda (PSD-DF) iniciou o dia de campanha nesta quinta-feira (20/8) em entrevista ao RaniWest Cast. Durante a participação, Arruda falou sobre a impugnação de sua candidatura pelo Ministério Público Federal (MPF) e as principais propostas ao governo, caso possa concorrer às eleições 2026.
Inelegível por conta de seis condenações, Arruda apresentou propostas para melhorar o trânsito no Distrito Federal. O postulante ao Palácio do Buriti quer construir quatro linhas de Metrô que cheguem em novas regiões e no Entorno do DF, além de levar o veículo leve sobre trilhos (VLT) do Aeroporto até a W3 Sul.
“Quero pegar o Metrô da Ceilândia, levar no Sol Nascente e ir até Águas Lindas porque a população de Águas Lindas vem para Brasília todo dia. Quero fazer também o Metrô no Gama e em Santa Maria e expandir para Novo Gama, Valparaíso, Jardim Ingá e Luziânia”, revelou.
Arruda também afirmou que pretende construir uma nova via semelhante à Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG) e um anel rodoviário para evitar que os caminhões passem pelas vias do centro de Brasília com a intenção de desafogar o trânsito.
“Vamos fazer a Interbairros que é um projeto que está no papel há 16 anos. Ali na linha de transmissão que sai da Samambaia e passa por Taguatinga Sul, na divisa entre Águas Claras e Arniqueira. Nós vamos pegar aquela linha de transmissão, jogar no chão e fazer uma nova EPTG entre a EPTG e a EPNB para fluir o trânsito”, disse Arruda. “Todas as grandes cidades do Brasil tem um anel rodoviário. Nós temos que fazer esse rodoanel para tirar esse trânsito pesado, sobretudo de caminhões, do centro de Brasília”, complementou.
Saúde
Arruda disse também que irá priorizar a saúde em seu governo, contratando mais médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e profissionais de radiologia.
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do Metrópoles DF
O candidato também quer mudar o atual modelo de gestão e retornar à Fundação Hospitalar, além da construção de hospitais do Recanto das Emas, São Sebastião e Sol Nascente, Hospital do Câncer e Hospital de Altas Complexidades.
“Brasília precisa de resgatar uma saúde pública de qualidade. Paralelamente a isso, tem que botar as contas em dia e salvar o BRB”, disse Arruda.
Em relação ao transporte público, Arruda quer construir quatro novas linhas de Metrô que cheguem em novas regiões e no Entorno do DF, além de implementar o veículo leve sobre trilhos (VLT) do Aeroporto para a W3 Sul.
“Quero pegar o Metrô da Ceilândia, levar no Sol Nascente e ir até Águas Lindas porque a população de Águas Lindas vem para Brasília todo dia. Quero fazer também o Metrô no Gama e em Santa Maria e expandir para Novo Gama, Valparaíso, Jardim Ingá e Luziânia”, revelou.
Decisão do MPF
Sobre a impugnação da candidatura, Arruda disse não temer. “Não passa pela minha cabeça [não concorrer às eleições]. A frase é do Juscelino: ‘Deus me poupou o sentimento do medo’. Estou muito feliz e leve de disputar essa eleição. O mais importante é a população poder decidir”, afirmou.
Impugnação da candidatura
- O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral no Distrito Federal, entrou com impugnação ao registro de candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal (GDF);
- Na impugnação em que pede indeferimento do registro da candidatura de Arruda ao Governo do DF, assinada na noite dessa quarta-feira (19/8), o procurador Francisco Guilherme Vollstedt Bastos destacou que a inelegibilidade de Arruda começou a contar em dezembro de 2018;
- O procurador destacou que a flexibilização da Lei da Ficha Limpa, que passou a valer em 2025, instituiu teto de 8 anos de inelegibilidade quando reconhecido que as sucessivas condenações decorrem de “fatos ímprobos conexos”, o que, de acordo com o MP, não é o caso de Arruda, condenado em diferentes ações oriundas da Operação Caixa de Pandora;
- A Procuradoria Regional Eleitoral no Distrito Federal, do Ministério Público Federal (MPF), disse que o ex-governador José Roberto Arruda está inelegível até dezembro de 2030.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por João Paulo Nunes.

