Um panorama preocupante sobre a segurança e os direitos das populações originárias em solo acreano foi divulgado nesta quinta-feira (13). O documento Assassinatos e invasões: relatório revela violência contra indígenas no Acre, produzido pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) com dados de 2025, confirma a ocorrência de três mortes violentas e duas tentativas de homicídio contra indígenas no estado durante o ano passado.
O balanço anual destaca que a violência no Acre vai além dos crimes letais, abrangendo invasões por madeireiros e pescadores ilegais nas terras Huni Kui, ameaças a lideranças Jaminawa motivadas pela paralisação do Ramal do Barbary e episódios gravíssimos de violência sexual e doméstica contra mulheres indígenas.
Além dos conflitos diretos, o Cimi apontou falhas graves de assistência social e de saúde básica nas aldeias, além da lentidão na regularização fundiária de 14 territórios indígenas pendentes de providências no estado.

