O diretório regional do Avante no Distrito Federal declarou, nesta quinta-feira (24/9), apoio à candidatura à reeleição da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrar a candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD).
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O apoio foi anunciado no comitê da campanha presidencial do Avante, no Conic, no centro de Brasília. Durante o evento, Celina destacou o diálogo com o presidente da sigla no DF, o ex-senador Gim Argello.
“Ter o Avante hoje, tomando essa decisão, me enche de responsabilidade […] Aqui tem pessoas que passaram a minha vida de uma forma ou de outra. Sempre fazendo oposição, o que é natural e na política tem tudo disso. E essa decisão ela reescreve um novo momento do partido avante e de responsabilidade minha com cada um de vocês”, disse Celina.
A governadora também afirmou que manteve o diálogo com Gim durante a campanha e destacou que evitou ataques a adversários.
“É por isso que em todos os momentos em que eu te dialogo com o Gim, eu nunca fiz uma campanha política de ataque. A minha campanha política foi demonstrando o que eu era capaz de fazer nesses cinco meses que eu assumi o governo”, afirmou.
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do Metrópoles DF
Celina também comentou o apoio que o Avante dava à candidatura de Arruda.
“Vocês tinham outro candidato de governador. É absolutamente natural que vocês lutassem pelo projeto dele e tentassem ganhar mais votos pelo projeto dele. Essa decisão, ela reescreve um novo momento do partido Avante, mas de responsabilidade minha também em cada um de vocês”, declarou.
Ao oficializar o apoio, Gim Argello afirmou que o partido passa a integrar o projeto de reeleição da governadora.
“Estávamos com o Arruda, tive um problema pessoal com ele, pensou que eu fosse mudar de lado, e eu falei, o homem tem que ter palavra, na política, então, o homem e a mulher tem que ter palavra. Nós estamos com você, Celina porque você tem palavra”, disse.
Entenda
- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou, nesta quinta-feira (24/9), a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao GDF.
- A decisão foi tomada após a analise de um recurso apresentado pela defesa contra o indeferimento do registro de candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF).
- O principal motivo para a decisão do TSE são as condenações de Arruda por atos dolosos de improbidade administrativa.
- Segundo o julgamento, o ex-governador foi condenado sete vezes, em segunda instância, em processos relacionados à Operação Caixa de Pandora.
- Arruda chegou a ser preso quando era chefe do Executivo Local, durante as investigações.
- Apesar da impugnação da candidatura, o rosto de Arruda ainda deve aparecer na urna eletrônica. No entanto, os votos em favor dele serão considerados nulos e excluídos da apuração.
- Isso se deve em razão dos equipamentos já terem sido lacrados com a lista de candidaturas.
- Além disso, Arruda não terá mais acesso ao fundo eleitoral, devendo prestar contas, e perde o direito ao horário eleitoral gratuito.
- O candidato também não poderá colocar um para substituto porque o prazo para partidos, federações e coligações requererem a substituição de candidatos terminou na última segunda-feira (14/9).
Apoio a Arruda
Antes da decisão do TSE, Arruda articulava com Gim Argello e com o ex-vice-governador Paulo Octávio uma aliança para disputar as eleições deste ano.
PSD e Avante chegaram a realizar uma convenção conjunta no Distrito Federal, em 26 de julho, para oficializar as chapas dos dois partidos à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e à Câmara dos Deputados.
Pelo acordo costurado entre Arruda e Gim, o Avante poderia indicar o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-governador ou lançar um nome ao Senado.
A relação entre PSD e Avante, no entanto, sofreu um revés em agosto, após o anúncio de Luiz Pitiman (PSD) como candidato a vice na chapa de Arruda.
“Vamos atrás”
Mais cedo nesta quinta-feira (24/9), Celina afirmou que pretende buscar os votos dos eleitores de Arruda após o TSE barrar a candidatura do ex-governador. A declaração foi feita durante sabatina no Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF).
Celina evitou comentar a decisão do TSE, mas afirmou considerar que parte do eleitorado de Arruda tem perfil semelhante ao de seus apoiadores.
“Não vou comentar decisão judicial, acho que nem me cabe, não seria elegante da minha parte. Eu acho que esse voto [de eleitores do Arruda] é muito ligado a nós. é um voto de centro-direita, é um voto de quem quer gestão, de quem quer obras, de quem quer uma saúde melhor, uma educação de qualidade. Esse voto, a gente vai atrás, com certeza.”
A fala de Celina ocorre após o TSE rejeitar, por 5 votos a 2, um recurso apresentado pela defesa de Arruda contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que havia indeferido o registro da candidatura dele ao GDF.
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O principal motivo para a decisão do TSE são as condenações de Arruda por atos dolosos de improbidade administrativa. Segundo o julgamento, o ex-governador foi condenado sete vezes, em segunda instância, em processos relacionados à Operação Caixa de Pandora.
Apesar da impugnação da candidatura, o rosto de Arruda ainda deve aparecer na urna eletrônica. No entanto, os votos em favor dele serão considerados nulos e excluídos da apuração.
O candidato também não poderá colocar um para substituto porque o prazo para partidos, federações e coligações requererem a substituição de candidatos terminou na última segunda-feira (14/9).
Sem recurso e sem apoio
Após a decisão, o ex-governador afirmou que não irá recorrer da decisão do órgão. A declaração foi feita em entrevista coletiva.
“Tenho confiança e respeito na Justiça. Costumo respeitar as decisões judiciais mesmo quando são contrárias ao meu interesse. Não caberia, nesse momento, nenhum recurso”, disse.
Sobre um possível apoio a outros candidatos ao Buriti, Arruda, que não poderá escolher um substituto para concorrer em seu lugar, revelou que não apoiará nenhum dos postulantes ao Palácio do Buriti neste momento. “Há nos subterrâneos algumas disputas não republicanas, mas respeito Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo), Ricardo Cappelli (PSB) e Leandro Grass (PT)”.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Luisa Rany.
