Em breve, a aeronave deve começar a fazer a rota mais longa do mundo, que será oferecida pela Qantas Airlines a partir de 2027.
Segundo a Airbus, no voo de teste estavam, além dos tripulantes, dois pilotos convidados da Qantas. A empresa afirma que o teste é para demonstrar que a aeronave, equipada com dois motores Rolls-Royce Trent XWB-97, pode fazer um voo de “tempo de bloco” de 23 horas, para cobrir com segurança o voo de 21 horas e 40 minutos que terá a rota.
@metropolesoficial ✈️ VOO RECORDE Um #avião desenvolvido para operar a rota comercial mais longa do mundo estabeleceu um novo recorde nesta terça-feira (24/7) ao concluir um voo direto de 24 horas e 24 minutos. A informação foi divulgada pela fabricante europeia #Airbus, responsável pelo projeto da aeronave. Durante o teste, o modelo A350-1000ULR percorreu 23.075 quilômetros em um trajeto sem escalas entre Melbourne, na Austrália, e Toulouse, na França. Ao longo da viagem, a aeronave cruzou três continentes, dois oceanos e presenciou o nascer e o pôr do sol duas vezes. A Airbus já firmou contrato para fornecer 12 unidades do modelo à companhia aérea australiana Qantas, que pretende utilizá-las em voos diretos entre a Austrália e destinos como Reino Unido e Estados Unidos. Atualmente, a rota comercial mais longa em operação é realizada pela Singapore Airlines, ligando Singapura a Nova York, com cerca de 15.350 quilômetros e mais de 18 horas de duração. #Metrópoles ♬ Minimal for news / news suspense(1169746) – Hiraoka Kotaro
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do Metrópoles
No voo de ida, que durou cerca de 20 horas, havia quatro pilotos da Airbus, com o piloto de testes Vincent Sibelle atuando como comandante. Os outros três pilotos a bordo eram Xavier Pepin, Josef Bayoud e Chetan Takalkar.
A tripulação incluía, ainda, dois engenheiros de testes em voo (TFEs) — Laurent Rossignol e Nicolas Granier —, que ocupavam assentos na cabine de comando para monitorar os sistemas da aeronave, e três engenheiros de ensaios em voo (FTEs) — Tuan Do, Alexia Plumet e Jaime Angoloti —, que trabalhavam em suas estações de ensaio (na cabine principal) para coordenar todos os testes, incluindo os de conforto da cabine e monitoramento de combustível.
Na volta, o piloto Xavier Pepin foi designado como comandante. Dois pilotos da Qantas — os comandantes Andrew Coull e David Summergreene — juntaram-se à tripulação, enquanto um dos pilotos da Airbus desembarcou.
“Para gerenciar a fadiga durante os voos de 20 a 23 horas, implementamos turnos de quatro horas para cada piloto, mas fazíamos um revezamento da tripulação a cada duas horas. Essa abordagem escalonada garante que, quando um novo piloto assume seu posto na cabine de comando, haja uma sobreposição de duas horas com o piloto que está saindo. Isso facilita uma passagem de serviço detalhada e mantém a plena consciência situacional”, detalhou Xavier Pepin.
Avião fará voo mais longo
A Qantas Airlines adquiriu 12 unidades do A350-1000ULR com a intenção de oferecer voos diretos entre a Austrália e Londres e Nova York. A ideia é que a operação comece em outubro de 2027.
Para garantir o conforto dos passageiros durante o longo voo, a companhia diz que só venderá 238 passagens, quantidade menor do que a capacidade de 300 passageiros do A350. Além disso, o avião contará com mais de 40% dos assentos destinados a cabines Premium.
A aeronave também contará com uma zona de bem-estar, onde os passageiros poderão esticar as pernas.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thays Martins.

