Leonardo Dias Mendonça (imagem em destaque), de 63 anos, conhecido como “Barão do Tráfico” e apontado como ex-aliado de Fernandinho Beira-Mar, morreu nessa quinta-feira (21/8), em Campo Grande (MS). Ele estava internado em estado grave desde segunda-feira (17/8), na Santa Casa, após passar mal na Penitenciária Federal de Campo Grande, onde cumpria pena. A morte foi confirmada pela defesa, Ana Claúdia Alves.
Em nota publicada nas redes sociais, a defesa informou que foi constatada a morte encefálica de Leonardo Dias Mendonça, após o grave quadro de saúde que levou à sua internação.
Segundo a defesa, Leonardo apresentava, desde a semana passada, queixas relacionadas ao estado de saúde. Em 17 de agosto de 2026, ele passou mal dentro da unidade prisional e foi encaminhado para atendimento médico. Desde então, permanecia internado em estado grave.
A defesa e a família aguardam agora as providências das autoridades para a liberação e o traslado do corpo. A intenção é que Leonardo seja levado para Goiás, onde mantinha residência e seus principais vínculos familiares.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todasVer todas as newsletters
Relação com Fernandinho Beira-Mar
Leonardo Dias Mendonça ficou conhecido por atuar no comércio de cocaína das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para Fernandinho Beira-Mar. Preso entre os anos 2000 e 2018, ele teria continuado a comandar operações de tráfico de drogas mesmo durante o período em que esteve encarcerado.
Fora da prisão, Leonardo Mendonça voltou a ser investigado em 2019 por suspeita de liderar uma organização criminosa responsável por carregamentos de 476 kg de cocaína em municípios de Goiás, entre eles São Miguel do Araguaia, Mundo Novo e Gouvelândia.
Em 2002, Leonardo foi apontado como um dos principais chefes do tráfico internacional de drogas na América Latina e era procurado por autoridades de quatro países. Segundo a Polícia Federal, ele utilizava a compra de terras e gado para lavar dinheiro obtido com o tráfico e, mesmo preso, continuava a comandar uma organização criminosa internacional.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Larice de Paula.

