Um bebê de três meses morreu na madrugada desse domingo (23/8), no Rio de Janeiro, após permanecer internado em estado gravíssimo por quase dois meses. A criança estava no Hospital Prontobaby, na Tijuca, Zona Norte da capital, desde 2 de julho, com diversas lesões que levantaram suspeitas de maus-tratos.
Segundo informações da Polícia Civil, o bebê apresentava fraturas, hemorragia e edema cerebral. Durante a internação, também sofreu crises convulsivas e episódios de parada cardíaca. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada.
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O caso passou a ser investigado pelas autoridades na última sexta-feira (21), em uma ação conjunta entre a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Pai foi preso
O pai da criança, identificado como Yuri Sebastian Moura Rocha, foi preso preventivamente no sábado (22), em Olaria, na Zona Norte do Rio. Ele é investigado por suspeita de agressões contra o filho.
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do Metrópoles
De acordo com a Polícia Civil, as lesões identificadas pelos médicos seriam incompatíveis com as explicações apresentadas pelo pai para justificar os ferimentos.
A Justiça já havia determinado anteriormente uma medida protetiva para afastar os pais do bebê. As circunstâncias que levaram à adoção da medida não foram divulgadas pelas autoridades.
A mãe da criança foi ouvida pela polícia durante a investigação.
Ministério Público apura possível omissão
Além de investigar a origem das lesões e a responsabilidade do pai, o Ministério Público também apura se houve falhas na comunicação do caso às autoridades.
A investigação busca esclarecer se o hospital deveria ter comunicado anteriormente a suspeita de maus-tratos aos órgãos competentes e se houve eventual falta funcional por parte de conselheiros tutelares que teriam sido informados sobre a situação.
O Grupo Prontobaby, responsável pela unidade onde o bebê estava internado, nega ter cometido qualquer irregularidade. Em manifestação sobre o caso, o hospital afirmou que comunicou o Conselho Tutelar no dia da internação e que seguiu os protocolos previstos para situações envolvendo suspeita de violência contra crianças e adolescentes.
Investigação continua
Com a morte da criança, as investigações devem avançar para esclarecer as circunstâncias das agressões e determinar eventuais responsabilidades criminais.
A Polícia Civil e o Ministério Público também deverão analisar os registros médicos, depoimentos e demais elementos reunidos durante a apuração.
Até o momento, a causa oficial da morte não foi divulgada. O pai permanece preso preventivamente enquanto o caso é investigado.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Laura Braga.

