Exclusivo “Blue Lock” no Brasil: Victor Sato fala da força dos fãs e futuro dos fenômenos asiáticos
Com Yoichi Isagi no centro da disputa, live-action aposta na fidelidade ao anime e chega às telonas embalado pela febre das produções vindas da Ásia
Fumiya Takahashi e Victor Akira Sato (Fotos: Reprodução/Instagram @satocompanyoficial @victorakirasato)
Prepare o ego e escolha seu atacante favorito porque “Blue Lock” está chegando ao Brasil! O live-action estreia nos cinemas em 10 de setembro e acompanha 300 jovens atacantes em uma disputa radical para encontrar o jogador capaz de levar o Japão ao topo do futebol mundial. Fumiya Takahashi foi o escolhido para viver o protagonista Yoichi Isagi. Adriel Marques, repórter do portal LeoDias, conferiu o longa na pré-estreia e conversou com Victor Akira Sato, diretor de negócios e operações da Sato Company, sobre a adaptação e a força da cultura pop asiática no país.
Além de Fumiya, Kaito Sakurai interpreta Meguru Bachira, Kyohei Takahashi assume o papel de Hyoma Chigiri e Masataka Kubota encarna o excêntrico Jinpachi Ego. A produção leva para as telonas o universo que se tornou fenômeno nos mangás e animes, com rivalidades que conquistaram uma legião ao redor do mundo. E quem já conhece cada reviravolta da trama pode até achar que sabe exatamente o que vem pela frente. Segundo Victor, porém, há um detalhe capaz de surpreender até os mais apaixonados pela obra.
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Blue LockFoto: Reprodução/Instagram @satocompanyoficial Foto: Reprodução/Instagram @satocompanyoficial Foto: Reprodução/Instagram @satocompanyoficial Foto: Reprodução/Instagram @satocompanyoficial Foto: Reprodução/Instagram @satocompanyoficial Foto: Reprodução/Instagram @satocompanyoficial Foto: Reprodução/Instagram @satocompanyoficial
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“Ironicamente, o que essa versão traz e que pode surpreender os fãs e o público é a similaridade e fidelidade com o anime. O Japão tem um histórico de realizar excelentes versões de adaptações de suas obras, respeitando a fidelidade, mensagens e reflexões da obra original. Os fãs poderão reviver e sentir novamente a experiência que tiveram quando assistiram ao anime e/ou leram o mangá pela primeira vez, com um toque de emoção ainda mais real”, explicou o executivo. E pode comemorar, torcida brasileira: vocês também fazem parte dessa história! Ao ser questionado sobre o peso da comunidade nacional na chegada do longa e a possibilidade de outros títulos desembarcarem por aqui, ele confirmou: “Com certeza! A Sato Company atua há mais de 40 anos com títulos asiáticos, e estamos sempre acompanhando os movimentos de aceitação do público e a formação dos fandoms com cada título, especialmente os das produções asiáticas”.
“Isso nos permite muito conhecer nosso público na América Latina, entender o que gostam e o que funciona, para podermos apostar em novos produtos e trazer cada vez mais grandes títulos para este lado do mundo. Assim que tivemos a informação e a oportunidade de trazer ‘Blue Lock’ para o Brasil, ficamos super animados pois sabíamos a força e que este título traria bastante interesse e curiosidade do público”, acrescentou Akira. Mas esse movimento não se resume aos animes. Música, séries e filmes vindos de diferentes países da Ásia também ganharam espaço entre os brasileiros e ajudam a mostrar como essa cultura atravessou fronteiras.
Na avaliação do diretor, essa aproximação não nasceu de uma hora para outra: “Nada é por acaso. Estamos vivendo um momento de encontro de vários fatores históricos e socioculturais, tanto do Brasil como de outros países no mundo, com o trabalho de preparação e desenvolvimento que vem sendo trabalhados há muitos anos. No Brasil, esse contexto já vem lá do início da imigração de outras culturas no nosso país, e aceitação e incorporação delas, moldando nossa característica e natureza miscigenada e multicultural”.
“No exterior, a criação e desenvolvimento de excelentes obras que dialogam e conectam com sentimentos universais da natureza humana, auxiliam a conquistar público em todos os cantos do mundo. O crescimento da cobertura e acesso à internet, permitindo o rápido à informação, potencializa e acelera ainda mais essa troca, curiosidade e acompanhar as novidades e a formação desse fandom”, pontuou. Victor finalizou: “Sejam elas animações, música, séries ou filmes, existem muitas empresas de diferentes países trabalhando e aprendendo há muitos anos para conhecer, entender e encontrar que tipo de produção funciona para cada público, cada geração e, assim, conseguir desenvolver, planejar e oferecer para os mercados e públicos de diferentes países. A união destes fatores”.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Adriel Marques.

