Ícone do site YacoNews

Bolsonaro recebeu 185 visitas desde o início da prisão domiciliar

Moraes vê "indícios" de que Bolsonaro sabia que carta iria às redes
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu 185 visitas desde o início da prisão domiciliar em 27 de março, segundo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O número não inclui a mulher dele, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha e a enteada, que moram na mesma casa que o ex-presidente.

Somente Flávio Bolsonaro (PL-SP) esteve com o pai 19 vezes no período.

O total de visitas se divide da seguinte forma:

Bolsonaro perde direito de visitas

Nesta sexta-feira (18/7), Moraes suspendeu o direito de visitas de Bolsonaro por 30 dias,  com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas. A decisão ocorre após o filho dele, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-SP), ler nas redes sociais uma carta escrita pelo pai. O ex-presidente está proibido de usar as redes sociais, mesmo que por terceiros.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

A defesa de Bolsonaro negou que ele tinha conhecimento de que Flávio publicaria o vídeo. Mesmo assim, Moraes entendeu que Bolsonaro descumpriu as medidas e não considerou a justificativa  “plausível”. Apesar disso, ele manteve o benefício da prisão domiciliar por achar que o ato não foi grave o suficiente.

Flávio, por sua vez, está proibido de visitar o pai por 90 dias. As visitas com finalidade político-eleitoral estão proibidas até o fim das eleições de 2026.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todasVer todas as newsletters

Bolsonaro cumpre pena após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Na decisão, Moraes diz que a situação do ex-presidente é “incomparavelmente mais benéfica” que a dos 705 mil presos no sistema prisional brasileiro.

“Não há dúvidas, portanto, que a situação do sentenciado Jair Messias Bolsonaro, em que pese a gravidade de seus crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito, é incomparavelmente mais benéfica que as situações das 705.872 pessoas recolhidas em unidades prisionais físicas, ou seja, privadas de liberdade em estabelecimento carcerário”, afirmou.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thays Martins.

Sair da versão mobile