Com o resgate do corpo de uma menina de 7 anos, no início da tarde deste domingo (13/9), os bombeiros encerraram as buscas por vítimas do desabamento de um prédio em obras na Penha, zona leste de São Paulo. Ao todo, seis pessoas morreram e duas sobreviveram. Não há mais desaparecidos.
O desabamento ocorreu na madrugada de sábado (12/9), na Rua Tequici, nº 61. O local agora ficará sob responsabilidade das demais autoridades para o prosseguimento dos trabalhos periciais e das demais medidas cabíveis.
No sábado, o pai da menina de 5 anos resgatada com vida, e da outra criança, resgatada sem vida apenas no dia seguinte, esteve no local do desabamento. Ele também é familiar das outras vítimas, todas de uma família de origem boliviana. Enquanto acompanhava o trabalh dos bombeiros, Herbert Chino cobrou: “Alguém tem que responder por isso”.
As obras do prédio eram realizadas pela construtora New Home. O advogado da empresa, Alexandre Sampi, afirmou que a construção está em situação regular e tinha alvará. O prédio chegou a ser embargado, mas deve esse embargo cassado, segundo ele.
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do Metrópoles SP
Sampi ainda afirmou que a construtora está prestando “todo o apoio possível” às vítimas e que apenas um laudo técnico poderá determinar as causas do desabamento.
Desabamento de prédio
- Um prédio em construção desabou sobre uma casa na Rua Tequici, na Penha, zona leste de São Paulo, por volta das 2h dese sábado (12/9);
- Cinco pessoas morreram, entre elas, uma mulher grávida. Outras duas pessoas, um homem de cerca de 30 anos e uma criança de 7 anos, foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico;
- Uma criança de 7 anos segue desaparecida;
- A construção já havia sido alvo de medidas da Prefeitura. Em 2019, o município autuou e interditou a obra por falta de alvará. Em 2021, a Prefeitura entrou na Justiça para impedir que a construção avançasse;
- A Polícia Civil investiga as circunstâncias do desabamento. Nunes afirmou que os responsáveis pela obra são pai e filho e que o filho também atuava como engenheiro responsável tecnicamente pela construção.
Servidora deve ser afastada
Uma servidora da Prefeitura de São Paulo deve ser afastada do cargo por pelo menos 30 dias após atestar que a construção que existia no terreno onde um prédio desabou na madrugada deste sábado (12/9), na zona leste da capital, havia sido demolida. O problema, segundo o procurador-geral do município, Daniel Falcão, é que a demolição não foi realizada.
Segundo ele, a medida é necessária para que a Controladoria-Geral do Município possa investigar como o documento foi emitido e qual foi a atuação da servidora no processo.
“Vai haver uma determinação minha de afastamento dessa servidora que deu esse ateste por pelo menos 30 dias para ajudar na investigação. Ela não pode continuar no cargo nesse momento para não atrapalhar a nossa investigação interna”, afirmou.
Segundo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o caso envolve um documento assinado em fevereiro de 2024 por uma funcionária da Subprefeitura da Penha. No texto, ela afirmou que a demolição havia sido “efetuada em sua integralidade” e que uma nova edificação estava em andamento no local.
O procurador-geral afirmou ainda que o próprio advogado da construtora esteve no local e constatou que a estrutura não havia sido demolida.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Camila Olivo.

