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Boninho e os desafios da estreia na Record: por que “Casa do Patrão” ficou aquém

Boninho e os desafios da estreia na Record: por que “Casa do Patrão” ficou aquém

Programa Flávio Ricco – Toda terça-feira, às 19H
Boninho e os desafios da estreia na Record: por que “Casa do Patrão” ficou aquém

Reality reuniu investimentos, expectativa e divulgação, mas não conseguiu transformar curiosidade em fenômeno de público

Boninho é o criador da Casa do Patrão (Record)

Passada uma semana após o fim de “Casa do Patrão”, é possível fazer um balanço: o programa chegou cercado de investimentos, uma parceria inédita com o Disney+ e a promessa de apresentar um novo caminho para o gênero e para Boninho, seu idealizador.

No entanto, passado o impacto inicial, ficou evidente que a atração não conseguiu se transformar no fenômeno que muitos imaginavam. A audiência perdeu força ao longo da temporada, e a repercussão ficou bem abaixo do esperado.

Há uma combinação de fatores para explicar esse desempenho. Um deles foi a ausência de uma estratégia digital capaz de amplificar o conteúdo. Hoje, um reality não vive apenas da televisão ou do streaming. Ele precisa dominar as redes sociais, gerar cortes espontâneos, memes, debates e conversas permanentes.

Também pesou a impressão de que muitas provas e dinâmicas buscavam referências excessivamente próximas do modelo consagrado pelo BBB.

Em vez de construir uma identidade própria, o programa acabou alimentando comparações inevitáveis com o formato que tornou Boninho um dos principais nomes do entretenimento brasileiro. Faltaram mecânicas mais originais, capazes de surpreender participantes e público.

Reality show depende de personagens fortes, capazes de mobilizar torcida, rejeição e discussão. Um dos termômetros mais utilizados pelo mercado atualmente é o crescimento dos participantes nas redes sociais. E, nesse aspecto, “Casa do Patrão” apresentou números constrangedoramente baixos, muito distantes do impacto normalmente produzido por formatos de grande repercussão.

Nada disso, porém, invalida o projeto. Pelo contrário. A primeira temporada costuma servir justamente para identificar acertos e corrigir rotas. Boninho continua sendo um profissional reconhecido pela capacidade de reinventar formatos, e a parceria entre Record e Disney+ permanece estratégica. Há, evidentemente, muito o que melhorar.

Lição de mercado

Benjamin Back resumiu bem um dos principais legados desta Copa do Mundo: o futebol deixou de ser apenas um espetáculo esportivo para se consolidar, de vez, como uma gigantesca plataforma de negócios.

A FIFA soube transformar praticamente cada espaço do evento em oportunidade comercial. Não há muito o que contestar.

(Reprodução / SBT)

Alguém explica

GloboNews vai estrear os novos cenários dos seus programas. Até aí, tudo certo.

O errado é o seguinte: para o evento de apresentação, o canal de jornalismo não está convidando jornalistas, mas apenas influenciadores.

Não é por nada, mas, se alguém tiver alguma explicação razoável a respeito, por favor.

Exagerou

A crítica da jornalista Luana Maluf a uma postagem bem-humorada da ge TV sobre o velho meme do “sem Mundial”, envolvendo Palmeiras e Argentina, acabou chamando mais atenção do que a própria publicação.

Há momentos em que vale a pena separar uma brincadeira de um problema de verdade. Nem tudo precisa virar caso.

(Reprodução / ge TV)

Caso em destaque

A Record estreia nesta quinta-feira (23), às 22h30, a terceira temporada de “Doc Investigação”, série documental apresentada por Thais Furlan. A nova leva terá seis episódios dedicados a crimes que ganharam repercussão nacional.

A abertura da temporada aborda o assassinato da professora de pilates Larissa Rodrigues e traz um diferencial: pela primeira vez na televisão, Luiz Antonio Garnica e Elizabete Arrabaça, apontados pela polícia como envolvidos no caso, apresentam suas versões dos fatos em entrevistas exclusivas.

Depoimentos fortes

A série documental “Não Se Reprima”, que estreia no Canal Brasil na sexta-feira (24), reúne entrevistas com ex-integrantes do Menudo, entre eles Ricky Meléndez, Johnny Lozada e Raymond Acevedo, para revisitar a trajetória do grupo e seu impacto na cultura pop latino-americana.

Preta Gil deixou um depoimento para a produção, que também terá João Gordo, Clemente Tadeu, além de historiadores, jornalistas, psicólogos e fãs. A produção, dirigida por Rafael Terpins, será exibida em formato de maratona, dividida em quatro episódios.

Boa resposta

Por falar nela, a exibição do documentário “Preta – Eu Não Ando Só” deu um bom resultado para a Globo no Rio de Janeiro. O especial registrou 16 pontos de audiência e 33% de participação, elevando em 14% o desempenho da faixa em relação às quatro segundas-feiras anteriores.

Na comparação com a média recente do horário, o documentário ganhou dois pontos de audiência e três de participação.

(Reprodução / Globoplay)

Briga é briga – 1

Em histórias como a envolvendo Márcia Dantas e Diego Castro, na Jovem Pan, um cuidado é indispensável: ninguém de fora tem elementos para condenar ou absolver quem quer que seja. Existem versões, interesses e, muitas vezes, uma disputa pela narrativa.

O que não pode acontecer é transformar uma das partes em culpada antes que tudo seja esclarecido. Julgamento precipitado nunca ajudou ninguém.

Briga é briga – 2

Também chama atenção quando determinados relatos passam a dominar completamente a cobertura. Em casos assim, ouvir os dois lados continua sendo uma obrigação básica de qualquer bom jornalismo.

Ainda mais quando se trata de profissionais com longa trajetória na televisão. Divergências acontecem, mas qualquer conclusão definitiva exige equilíbrio, apuração e espaço para todas as versões.

Festival na TV

O Enel Festival de Inverno Rio também terá espaço na televisão. O Multishow fará a transmissão ao vivo dos shows de 31 de julho, reunindo Luísa Sonza, Ludmilla e Marina Sena na abertura do segundo fim de semana do evento.

A cobertura ainda prevê especiais na TV Globo. A nona edição do festival acontece entre 24 de julho e 2 de agosto, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro.

Time escalado

A Record definiu sua equipe para a transmissão de Botafogo x Vitória, nesta quinta-feira (23), em jogo adiado da quarta rodada do Campeonato Brasileiro. A partida terá exibição exclusiva na TV aberta, além das plataformas R7.com e RecordPlus.

Cleber Machado narra o confronto, com comentários de Dodô, Maurício Noriega e Sálvio Spínola. A apresentação será de Paloma Tocci e Bruno Laurence, enquanto Karen Meneghim e Jean Brandão estarão à beira do gramado do Estádio Nilton Santos.

(Reprodução / Record)

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Flávio Ricco.

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