Uma discussão aparentemente banal dentro do Restaurante Comunitário do Gama terminou, dias depois, em um homicídio cometido com requintes de crueldade. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nessa quinta-feira (30/7), um dos investigados pelo assassinato de um homem em situação de rua. O segundo suspeito continua foragido.
A prisão ocorreu durante a Operação Elo Fatal, deflagrada pela Seção de Investigação de Crimes Violentos (SicVio) da 14ª Delegacia de Polícia.
Segundo a investigação, o conflito começou dias antes do crime, quando a vítima almoçava no restaurante comunitário. Após receber um copo de suco, ela pediu outro copo ao funcionário.
O pedido, no entanto, foi mal interpretado. O servidor acreditou que a vítima tentava conseguir uma segunda porção de suco, embora ela quisesse apenas um copo vazio. A discussão terminou com ameaças de morte.
De acordo com a PCDF, o investigado decidiu colocar a ameaça em prática dias depois. Com a ajuda de um comparsa, ele tentou entrar no restaurante para atacar a vítima, mas os dois foram impedidos pelos seguranças da unidade.
Sem conseguir executar o plano naquele momento, os suspeitos aguardaram o homem deixar o restaurante.
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da Coluna Mirelle Pinheiro
Assim que ele saiu, passou a ser seguido pelos dois investigados, que o alcançaram poucos metros depois.
A vítima foi agredida com diversos golpes de correntes às quais haviam sido presos cadeados, instrumento que, segundo investigadores, chamou atenção pela extrema violência empregada no homicídio.
Toda a ação foi registrada pelas câmeras de videomonitoramento do programa DF360, cujas imagens permitiram aos policiais reconstruir a dinâmica do crime, identificar os autores e pedir a prisão preventiva da dupla.
O Ministério Público concordou com a representação, e a Justiça autorizou as prisões.
Um dos investigados foi localizado e preso durante a operação desta quinta-feira. O outro permanece foragido e é procurado pela Polícia Civil. A vítima era conhecida por frequentar a região Norte do Gama.
Conforme relatos de moradores ouvidos durante a investigação, tratava-se de uma pessoa tranquila que vivia em situação de vulnerabilidade social e enfrentava problemas relacionados à dependência química.
Ela não resistiu aos ferimentos provocados pelas agressões. As investigações continuam para localizar o segundo suspeito. Informações que possam ajudar a Polícia Civil podem ser repassadas, de forma anônima, pelo telefone 197.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Mirelle Pinheiro.

