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Cardiologista enumera 5 hábitos da rotina que prejudicam o coração

Cardiologista enumera 5 hábitos da rotina que prejudicam o coração
Getty Images

Apesar dos fatores genéticos terem influência sobre algumas das doenças cardíacas mais incidentes, a maior parte delas está relacionada ao estilo de vida. A afirmação é do cardiologista Roberto Yano, que destaca para a coluna que poucas horas de sono por noite, alimentação rica em ultraprocessados, falta de atividade física, estresse crônico e tabagismo são a receita para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares a longo prazo.

Esses fatores costumam andar juntos, o que, de acordo com o médico, aumenta as chances de desenvolver quadros evitáveis de hipertensão, colesterol alto, diabetes e outros exemplos que podem ser fatais para o sistema cardiovascular.

“O coração sofre diretamente com esses hábitos. O aumento dos níveis de estresse, sedentarismo e dieta desbalanceada cria no organismo um ambiente propício para o desenvolvimento de infarto, insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares”, explica o medico.

De acordo com a OMS o tabagismo é a principal causa de morte evitável do mundo

Como o estresse crônico pode sobrecarregar o coração

Quando estresse é crônico, as chances aumentam ainda mais ainda mais pois o corpo entra em um estado de fuga constante.

Com isso, ocorre um aumento de frequência cardíaca, pressão arterial e liberação contínua de hormônios que favorecem processos inflamatórios e comprometem a saúde dos vasos sanguíneos. “O organismo não foi preparado para permanecer nesses estado de alerta. Quando isso acontece por longos períodos, o sistema cardiovascular fica sobrecarregado”, reforça o cardiologista Roberto Yano.

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As doenças cardíacas podem evoluir de forma silenciosa por anos

Em uma análise ainda mais preocupante, o cardiologista destaca que algumas doenças cardiovasculares costumam evoluir silenciosamente, o que contribui para o aumento da letalidade das doenças.

“Hipertensão, colesterol ato e até a obstrução nas artérias podem permanecer sem sintomas por anos, sendo descobertos apenas após eventos graves como infartos e acidentes vasculares cerebrais”, destaca.

Por onde começar os hábitos preventivos

De acordo com o médico, não são necessárias mudanças radicais para proteger o coração. Os hábitos mais saudáveis podem ser adquiridos de forma gradual.

“O coração trabalha continuamente durante toda a nossa vida. Cuidar dele significa investir em qualidade de vida, longevidade e bem-estar. Pequenas escolhas feitas todos os dias têm um impacto enorme na saúde cardiovascular ao longo dos anos”, diz o médico.

Os exames de rotina também devem fazer parte das medicas preventivas. Quanto a periodicidade, ele explica que não existe uma regra única.

“Para quem não tem fator de risco, uma avaliação cardiológica anual já costuma ser suficiente. Mas quem tem hipertensão, diabetes, colesterol alto, histórico familiar ou já teve algum evento cardíaco precisa de acompanhamento mais frequente, às vezes a cada três ou seis meses. O ideal é o cardiologista definir esse intervalo de forma individual, olhando o risco de cada paciente”, conclui.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Silvana Sousa.

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