Um casal de 21 e 26 anos é investigado pela Polícia Civil por suspeita de atrair, emboscar e matar uma adolescente de 17 anos, em Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo. Após o crime, o imóvel onde a vítima possivelmente foi morta teria sido lavado pelos suspeitos, veja:
O caso veio à tona na noite dessa segunda-feira (31/8). Clara Victória de Oliveira Palhares foi socorrida sem vida na Unidade de Pronto Atendimento (Upa) Sul, localizada no bairro Perequê-Mirim.
O motorista de um carro, até então desconhecido, levou a adolescente à unidade de saúde e alegou que tinha a encontrada caída na rua. Aos funcionários da Upa, o homem afirmou que não poderia permanecer no local devido ter que devolver o carro usado no socorro.
Clara tinha um ferimento no tórax causado por arma branca, fratura no dente e marcas no pescoço indicando estrangulamento. A polícia diz que a jovem tinha apenas uma lesão no corpo, mas só que não havia perfuração na roupa, o que seria “incomum e improvável” diante da lesão observada.
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do Metrópoles SP
Segundo a Polícia Civil do estado de São Paulo, o homem que socorreu a adolescente foi identificado como Luiz Paulo Prates de Souza, de 26 anos.
As investigações apuraram que a morte de Clara ocorreu na casa de Souza. A jovem teria sido atraída pela companheira do homem, Gabriely Nascimento Pereira, de 21 anos.
Conforme apurado pela polícia, a jovem morta enviou mensagem a Souza reivindicando uma tesoura, a qual pertencia a Clara. A companheira do homem leu a mensagem, supôs que seria o início de um suposto flerte e atraiu a adolescente para o local do crime.
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Imagens cedidas ao Metrópoles (veja acima) mostram que o imóvel de Souza tinha respingos de sangue em uma das paredes. A casa foi lavada. O celular da vítima foi encontrado dentro do imóvel. A polícia afirma que estes detalhes reforçam tese de que o homicídio tenha ocorrido no local e o casal tentou ocultar provas do crime.
Exames foram solicitados pela polícia. A investigação busca individualizar a conduta do casal e a dinâmica do crime. O casal é procurado pela polícia.
A reportagem procurou, mas não localizou a defesa do casal. O espaço segue aberto para manifestação.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Marcus Pontes.

