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O comportamento viralizou e, na web, muitas pessoas detonaram a atitude do noivo. Para analisar o impacto dessa atitude, a psicóloga Cibele Santos explica como o deboche em rituais solenes, como o casamento, pode funcionar como um escudo contra a vulnerabilidade, além de prejudicar a confiança da relação.
Entenda
- Em vez de serem lembrados por afeto e compromisso, os votos foram marcados por piadas que, na web, repercutiram mal.
- Para a psicologia, usar deboche em situações sérias é um mecanismo de defesa de quem “tem medo da intimidade e de demonstrar sentimentos.”
- No caso da noiva, ouvir piadas sobre a própria história no altar pode abalar a segurança e a autoimagem, emenda a expert.
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O humor na leitura dos votos: tem limite?
Tradições como a troca de promessas no altar servem para ancorar um compromisso solene e construir um senso de segurança mútuo. Quando o enlace vira “pano de fundo” para piadas apelativas, ocorre uma quebra de contrato emocional, na avaliação de Cibele Santos.
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do Metrópoles Vida & Estilo
A psicóloga detalha que o uso do sarcasmo diante de alta carga emocional geralmente é um mecanismo de defesa, destacando que “para quem tem medo de intimidade ou de parecer brega, o deboche funciona como uma armadura de proteção.”
A fala de Gustavo Tubarão de que o casamento era considerado uma bobagem atingem diretamente a autoimagem da noiva e, ainda na análise da expert, é “fora de tom”.
A reação negativa da internet, para ela, ocorre porque as pessoas costumam ter um “sensor” natural para saber até onde vai a brincadeira. A psicóloga explica que “o que as pessoas captaram de errado não foi a falta de piadas, mas a falta de reciprocidade”.
Cibele Santos, por fim, faz um alerta sobre a necessidade de maturidade no amor ao pontuar que “o cinismo é a couraça dos que têm medo de amar. Amar exige coragem, exposição e a aceitação de que podemos nos machucar. O deboche constante é uma fuga covarde da intimidade real.”
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Daniel Lima.

