A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu, nesta terça-feira (22/9), que a estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, morreu em decorrência de politraumatismo, com lesões compatíveis com o impacto do corpo contra o solo. O laudo cadavérico também descartou que a jovem estivesse grávida.
Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, no condomínio onde morava com o namorado, no bairro Aldeota, em Fortaleza.
A informação foi divulgada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE), que investiga as circunstâncias da morte. Exames laboratoriais realizados durante a necropsia também tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico.
A hipótese de gravidez havia sido mencionada na segunda-feira (21/9) pelo irmão da estudante, Rafael Magalhães. Segundo ele, a família teria encontrado informações sobre uma possível gestação no celular da jovem. A perícia, porém, não confirmou a hipótese.
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do Metrópoles
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A estudante de direito foi encontrada morta na noite de 13 de setembro
Reprodução / Redes sociais2 de 3
João Munhoz à esquerda e Isabelle à direita
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A jovem tinha 22 anos
Reprodução / Redes sociais
Namorado é preso
Também nesta terça-feira, a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva contra João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado de Isabelle. A prisão ocorreu no bairro Aldeota, em Fortaleza.
Segundo a PCCE, a medida foi tomada com a finalidade de garantir a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal. João havia prestado depoimento na noite de segunda-feira e foi novamente ouvido após a prisão.
A investigação é conduzida pelo Grupo Especial de Investigação (GEI), formado por equipes da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Conforme a polícia, o caso é investigado sob a perspectiva de gênero.
Até o momento, além de João, outras sete pessoas prestaram depoimento.
Entenda o caso
- Isabelle foi encontrada morta na área externa do condomínio onde morava com João e familiares dele.
- A perícia confirmou que a causa da morte foi o politraumatismo, mas ainda não foi esclarecida a dinâmica que levou à queda.
- Imagens de câmeras do condomínio estão entre os elementos analisados pela Polícia Civil.
- O caso ganhou repercussão depois que a mãe da estudante, Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo nas redes sociais cobrando esclarecimentos sobre a morte da filha.
- Ela estranhou o silêncio da filha, após a última mensagem trocada entre as duas no dia anterior à morte.
- Sem conseguir contato com Isabelle, ela tentou falar com João, mas foi bloqueada por ele e pela mãe dele.
- Preocupada, Isorlanda foi até o condomínio, onde foi informada pela síndica sobre a morte da filha. “Sua filha morreu ontem à noite e o corpo já está no IML”.
A Pefoce informou que produziu 10 laudos periciais sobre o caso até esta terça-feira. Outros três documentos ainda estão em fase de conclusão.
Na noite da morte, equipes periciais estiveram no apartamento, no terraço do condomínio e no local onde o corpo da estudante caiu. Na sede da Pefoce, Isabelle passou por exame necroscópico detalhado, com coleta de materiais para diferentes análises relacionadas à investigação.
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Os laudos de necropsia, toxicológico e de local de crime foram concluídos e encaminhados à autoridade responsável pela investigação antes do prazo legal. Outros exames complementares ainda estão em andamento e devem ser concluídos no prazo de 10 dias.
A polícia também analisa celulares, outros dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras de segurança.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manuela de Moura.
