Ícone do site YacoNews

Caso Peretto: acusada de matar irmão tem habeas corpus liminar negado

Caso Peretto: acusada de matar irmão tem habeas corpus liminar negado
Arte/Metrópoles

A Justiça de São Paulo negou o pedido liminar apresentado pela defesa de Marcelly Marlene Delfino Peretto, acusada de participar da morte do irmão, o empresário Igor Peretto. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (17/7). Apesar da negativa, o habeas corpus ainda não foi julgado de forma definitiva e segue em análise pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Na prática, a decisão significa apenas que a Justiça não concedeu um pedido de urgência para atender à solicitação da defesa antes da análise completa do caso. Agora, os desembargadores ainda deverão decidir se concedem ou não o habeas corpus.

4 imagens1 de 4

Entenda quem é quem no assassinato do empresário Igor Peretto, no litoral de São Paulo. Imagem: Metrópoles

Metrópoles2 de 4

Entenda quem é quem no assassinato do empresário Igor Peretto, no litoral de São Paulo

Arte/Metrópoles3 de 4

Igor Peretto, Mário Vitorino, Marcelly Delfino Peretto e Rafaela Costa Silva

Reprodução/Redes sociais4 de 4

Igor Peretto e Mário Vitorino conversam no elevador antes da morte de Igor

Reprodução

Ao Metrópoles, a defesa de Marcelly afirmou que a decisão trata apenas da liminar e reforçou que o mérito do pedido ainda será apreciado pelo TJSP.

No despacho, o juíz responsável pelo caso informou que já prestou as informações solicitadas pela instância superior e determinou que o processo aguarde o julgamento definitivo do habeas corpus, após o indeferimento do pedido liminar.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles SP

Morte de Igor Peretto

Rede de traições

Igor foi morto em uma complexa rede de traições –  que lembra bastante o poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade, e dificulta a compreensão do caso. A relação entre todos os envolvidos é a seguinte: Igor e Marcelly Peretto são irmãos. Enquanto Igor era casado com Rafaela, Marcelly era casada com Mário. Mário, além de cunhado, era o melhor amigo de Igor.

Apesar disso, ele teve um caso com Rafaela. Rafaela, por sua vez, já se envolveu amorosamente com Marcelly. Igor, assassinado a facadas pelo cunhado e pela irmã, era o único do grupo que não tinha conhecimento dos relacionamentos extraconjugais, conforme apontou a investigação.

Marcelly Delfino Peretto, de 22 anos, e Mário Vitorino da Silva Neto, 25, são acusados de homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Rafaela Costa da Silva, viúva de Igor, separada dele à época do homicídio, também foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e presa, mas foi solta e desclassificada da denúncia pela Justiça.

A manhã do crime

De acordo com a cronologia do crime, elaborada pela Polícia Civil, Marcelly e Rafaela chegaram de carro ao Residencial Vogue, onde Marcelly é proprietária de um apartamento, às 4h32 do dia 31 de agosto de 2024, madrugada de sábado. Antes disso, elas estavam em uma festa junto de Mário e Igor.

Por volta das 5h40, Rafaela saiu sozinha do apartamento de Marcelly e partiu de carro. Apenas 13 segundos depois, Mário e Igor chegam juntos ao prédio. Às 5h44, os dois homens saem do elevador em direção ao apartamento de Marcelly, onde Igor foi assassinado.

Um vídeo mostra os últimos momentos de Igor com vida. Veja:

Vinte minutos depois, às 6h04 do sábado, Mário e Marcelly saem sozinhos pelas escadas do prédio e vão em direção ao subsolo, onde estava estacionado o carro de Mário.

Os depoimentos dos réus divergem quanto aos detalhes do crime. Apesar disso, a Polícia Civil concluiu que houve uma discussão entre o trio. Em dado momento, Mário desferiu diversos golpes de faca em Igor, que morreu no local.

Após o homicídio, o cunhado e a irmã de Igor partiram de carro em direção ao apartamento de Mário. De lá, o casal seguiu para a estrada, tendo encontrado Rafaela aproximadamente às 8h48 no Posto Olá, no km 124 da Rodovia Governador Carvalho Pinto.

Uma hora depois, o trio chegou em Campos do Jordão (SP). Marcelly teria pegado um carro de aplicativo e retornado para a Praia Grande, enquanto Rafaela e Mário foram a um motel em Pindamonhangaba, no interior, para que ele trocasse as roupas sujas de sangue.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Julia Gandra.

Sair da versão mobile