O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), confirmou que procurou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em novembro de 2022, para tratar da situação prisional do ex-governador Sérgio Cabral.
Em nota enviada à imprensa, Castro afirma, porém, que buscava apenas confirmar a existência de outras ordens judiciais que impedissem a soltura e nega ter pedido benefício ou interferência em julgamento.
A manifestação foi divulgada depois de mensagens trocadas entre Castro e Mendonça naquele período virem a público.
“Não procurei o ministro para interferir em qualquer julgamento no STF nem para pedir benefício a Sérgio Cabral”, afirmou o ex-governador.
Segundo Castro, o contato foi feito na noite de 11 de novembro de 2022, depois que a então secretária de Administração Penitenciária do Rio, Maria Rosa Nebel, informou que havia chegado à pasta um mandado de soltura de Cabral expedido pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
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do Metrópoles
A dúvida, segundo ele, era se outras determinações judiciais ainda mantinham o ex-governador preso.
Castro afirma que o site do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) estava fora do ar e que tentativas de contato não tiveram sucesso. Por isso, diz ter procurado Mendonça porque havia um processo relacionado a Cabral sob responsabilidade do ministro.
“A ligação não tratou do julgamento que ocorreria posteriormente no STF. O assunto era o mandado de soltura expedido naquele dia e a necessidade de verificar se havia outras ordens judiciais em vigor”, declarou.
De acordo com a versão de Castro, Mendonça apenas enviou o link de um processo do Supremo para auxiliar na consulta. “Não houve pedido de decisão, favorecimento ou interferência em julgamento”, afirmou.
O ex-governador acrescentou que, ao fim da checagem, foram identificadas outras ordens que impediam a saída de Cabral da prisão.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Maria Laura Giuliani.

