O jornalista Chico Pinheiro voltou a falar sobre o tratamento contra o câncer de intestino ao compartilhar que está na 11ª semana de quimioterapia. O caso chama atenção para a importância do diagnóstico precoce e para os diferentes caminhos de tratamento da doença. Segundo a oncologista Sabina Aleixo, ouvida pela coluna Fábia Oliveira, alguns sinais devem servir de alerta.
“Os principais sinais de alerta são mudança persistente do hábito intestinal, presença de sangue nas fezes, dor ou desconforto abdominal, anemia sem causa aparente, perda de peso e cansaço. O diagnóstico precoce é fundamental porque, quando descoberto em fases iniciais, o câncer colorretal apresenta altas chances de cura, muitas vezes com tratamento predominantemente cirúrgico”, disse.
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A especialista explica que a escolha do tratamento depende da localização e do estágio da doença.
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Chico Pinheiro gravou um vídeo no hospital
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Chico Pinheiro grava vídeo para as redes sociais
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Chico Pinheiro ainda vai passar por mais uma sessão de quimioterapia
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Chico Pinheiro foi diagnosticado com câncer
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Chico Pinheiro passou por duas cirurgias
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Chico Pinheiro
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Chico Pinheiro “farma aura” no hospital após 11ª semana de quimioterapia
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“O tratamento depende principalmente da localização e do estágio da doença. A cirurgia é uma das principais opções nos tumores localizados. A quimioterapia pode ser utilizada antes ou depois da cirurgia ou, nos casos metastáticos, para controlar a doença. A radioterapia tem papel especialmente importante nos tumores do reto. Já as terapias-alvo e a imunoterapia são indicadas para grupos específicos de pacientes, de acordo com as características moleculares do tumor”, falou.
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do Metrópoles
Sobre a duração da quimioterapia, Sabina destaca que não existe um período único para todos os pacientes:
“Não existe um tempo único de tratamento para todos os pacientes. A duração depende do estágio da doença, do objetivo do tratamento, do protocolo escolhido, da resposta do tumor e de como o paciente tolera a quimioterapia. No câncer colorretal, alguns dos esquemas mais utilizados são ciclos realizados a cada 15 dias e, em determinadas situações, podem chegar a 12 ciclos, totalizando cerca de seis meses de tratamento”, explicou ela.
Acesso ao tratamento
A advogada especialista em direito à saúde Rose Tavares explica que o atendimento pelo SUS pode incluir diferentes etapas, desde a investigação até o tratamento.
“O paciente com suspeita ou diagnóstico de câncer de intestino tem direito a uma linha de cuidado que começa na investigação e pode seguir até cirurgia, quimioterapia, radioterapia e acompanhamento especializado”, disse ela.
Entre os exames, a especialista destaca o FIT e a colonoscopia: “Na fase de diagnóstico, o SUS passou a adotar o Teste Imunoquímico Fecal, o FIT, como exame de referência para rastreamento de pessoas entre 50 e 75 anos sem sintomas. Quando o resultado é positivo, ou quando existem sintomas ou fatores de risco, pode haver indicação de colonoscopia com biópsia, que permite visualizar o intestino, retirar pólipos e coletar material para análise”.
Rose também chama atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes para conseguir atendimento em tempo adequado.
“Na prática, porém, muitos pacientes ainda enfrentam demora para conseguir consultas especializadas, colonoscopia, exames de estadiamento, cirurgia, medicamentos ou início da quimioterapia. Quando essa demora ultrapassa os prazos legais ou compromete o tratamento, o paciente pode buscar os canais administrativos do SUS e, dependendo da situação, recorrer ao Judiciário”.
Nos planos de saúde, a negativa de tratamentos também pode ser questionada.
“Diante de uma negativa, o paciente deve pedir a justificativa por escrito e reunir relatório médico detalhado, prescrição, exames, histórico dos tratamentos já realizados, evidências científicas que sustentem a indicação e os protocolos de atendimento do plano. Com esses documentos, é possível registrar reclamação na ANS e recorrer ao Poder Judiciário para reverter a recusa”, falou.
Para a advogada, garantir o acesso no momento adequado é fundamental. “O ponto central é que, no câncer, tempo também faz parte do tratamento. Não basta o direito existir no papel: ele precisa se transformar em acesso efetivo e oportuno para proteger a vida e a saúde do paciente”, finalizou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Fábia Oliveira.

