Pequena, ágil e com jeito de pet de apartamento, Chloe (imagem em destaque) tem uma função pouco convencional na Polícia Penal de Santa Catarina. Ela fareja celulares, drogas e armas escondidos por criminosos em unidades prisionais.
Com dois anos de idade, dos quais um combatendo a criminalidade, a cadelinha da raça Jack Russell é treinada pelo policial penal Alexandre Ferreira e se destaca principalmente na localização de aparelhos eletrônicos (assista abaixo).
“Ela atua na parte de busca de celular, arma de fogo e entorpecentes de modo geral”, explica Alexandre à coluna, destacando que a especialidade dela é encontrar celulares.
Tamanho ajuda no trabalho
O porte reduzido, longe de ser uma limitação, virou vantagem operacional. Segundo Alexandre, Chloe consegue acessar camas superiores, forros e espaços estreitos onde cães maiores teriam dificuldade de entrar.
“Ela vai entrar em buracos que um cão maior talvez não conseguiria entrar. Então essa é a vantagem de estar com um cachorro menor”, ressaltou.
A Jack Russell também chama atenção pela disposição para trabalhar e pelo interesse na bolinha usada como recompensa durante o treinamento.
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do Metrópoles
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Chloe demonstrando o que aprendeu
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Após encontrar objetos ilícitos, a recompensa é brincar com bolinha
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Chloe no colo de seu adesrador e parceiro, o policial penal Alexandre Ferreira. Ao lado deles, o pastor Holmes om seu parceiro humano, o policial penal Antônio Carlos Neto
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Chloe, especialista em localizar celulares em prisões
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Em uma demonstração, Chloe recebeu o comando para procurar um material que reproduzia o odor de maconha. Ao localizar o ponto correto, ficou imóvel à espera do prêmio.
“Ela fica paradinha, esperando a recompensa”, explica Alexandre. “A recompensa dela é a bolinha.”
Celular sob poltrona
A habilidade já foi usada em operações reais. Alexandre conta que, recentemente, Chloe participou de uma ação com outras forças de segurança, passou por cima do forro de uma casa e encontrou um celular escondido sob uma poltrona.
O aparelho, segundo ele, continha “bastante informação relevante relacionada ao crime [organizado]”.
Na unidade em que atua, Chloe é a primeira Jack Russell empregada nesse tipo de trabalho.
Holmes é o grandão
Alexandre também treina Holmes, cão de maior porte e perfil mais tradicional para atividades policiais. O pastor preto fico sob a tutela do policial penal Antônio Carlos Neto.
Assim como Chloe, ele procura celulares, armas e entorpecentes, mas tem uma função adicional.
“Também faz busca de pessoas, pessoas vivas”, afirma o policial penal Alexandre Ferreira.
Enquanto Holmes representa o modelo mais conhecido de cão policial, Chloe aposta justamente no contrário, com tamanho pequeno, agilidade e disposição para entrar onde os grandões nem sempre conseguem.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Alfredo Henrique.

