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Anestesiada, paciente tem cirurgia interrompida por falta de luz em hospital do Acre

Corredor de centro cirúrgico em referência à cirurgia interrompida por falta de energia em Cruzeiro do Sul

Corredor de centro cirúrgico em referência à cirurgia interrompida por falta de energia em Cruzeiro do Sul

Parece história de filme, mas aconteceu de verdade: Yolanda Medeiros Andriola, de 50 anos, já estava anestesiada e no meio de uma cirurgia para retirada do útero quando a energia começou a falhar no Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, em Cruzeiro do Sul. O episódio aconteceu na terça-feira (1º), depois de mais de um ano de espera pelo procedimento.

Energia caiu várias vezes durante o procedimento

Segundo Yolanda, o médico Júlio já havia iniciado a cirurgia por via vaginal quando a primeira interrupção aconteceu. Dali em diante, foi um vai e vem: a luz caía, voltava, caía de novo.

“Eu já estava anestesiada e o doutor Júlio já tinha começado o procedimento quando faltou energia. Uma hora ele dizia que o gerador não estava prestando direito. Ligaram o gerador, aí faltou energia de novo, voltou e faltou novamente”, contou.

Diante da instabilidade — e depois de ser informada de que o próprio gerador da unidade também estava com problemas —, o médico decidiu suspender a cirurgia. A prioridade, segundo Yolanda, foi não colocar a vida dela em risco: “A minha cirurgia era de risco e ele não queria colocar minha vida em risco. Ele só pontuou o corte que fez, que era vaginal. Disse que era para marcar para outra data.”

Alta sem data marcada

Como o procedimento já tinha começado, foi preciso suturar o local da incisão antes da paciente deixar a unidade. Yolanda recebeu alta nesta quarta-feira (2) e voltou para casa sem uma nova data confirmada para a cirurgia.

“Eles não marcaram outra data. Só disseram que iam ligar novamente para marcar”, disse, visivelmente preocupada depois de tanto tempo de espera, exames refeitos e a própria internação para o procedimento.

Sesacre confirma suspensão por segurança

A Coordenação Regional de Saúde do Juruá, Tarauacá e Envira confirmou que o hospital tem gerador próprio e que a cirurgia foi mesmo suspensa por causa das oscilações no fornecimento de energia. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), a decisão de interromper o procedimento partiu do próprio médico responsável, por questão de segurança da paciente.

A secretaria informou ainda que Yolanda será incluída no próximo mapa cirúrgico do hospital, com nova data prevista para 29 de setembro de 2026.

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