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Com ventos de até 200 km/h, ciclone-bomba já impacta 11 estados

Com ventos de até 200 km/h, ciclone-bomba já impacta 11 estados
Arte/Metrópoles/Guilherme Prímola

A passagem de um ciclone extratropical intenso, conhecido popularmente como ciclone-bomba, provocou impactos em diferentes regiões do Brasil entre quinta (6/8) e sexta-feira (7/8). O sistema é acompanhado por chuva forte, rajadas de vento, queda de temperatura e mar agitado.

Ao menos uma pessoa morreu em decorrência do mau tempo. Os efeitos mais severos são registrados no Sul do país, principalmente no Rio Grande do Sul, que contabiliza milhares de pessoas desalojadas e danos em imóveis e estruturas públicas.

O fenômeno também influencia áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Ao todo, 11 estados estão entre as áreas afetadas ou sob alerta meteorológico: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.

O que é um ciclone-bomba

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Rio Grande do Sul concentra os maiores estragos

O Rio Grande do Sul é o estado que registra os impactos mais significativos até o momento. Segundo a Defesa Civil, 2.306 pessoas estão desalojadas após precisarem deixar suas casas.

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do Metrópoles

Novo Hamburgo concentra o maior número, com 480 desalojados. Sapiranga tem 360, São Leopoldo, 200, e Nova Hartz e Portão, 180 cada.

A ventania também provocou danos em centenas de imóveis. Novo Hamburgo registrou prejuízos em 140 residências, Santa Cruz do Sul teve mais de 100 moradias afetadas e Sapiranga contabilizou cerca de 90 casas danificadas. Montenegro registrou estragos em 50 imóveis, enquanto Igrejinha teve danos em pelo menos 20.

Estruturas públicas também foram atingidas. Em Pelotas, parte do muro do Presídio Regional caiu. Em Eldorado do Sul, houve danos em escolas e em um assentamento. Já em Portão, o telhado do hospital municipal foi danificado.

Impactos em outros estados

Tornado F2 teve ventos de até 200 km/h

Segundo a MetSul, o tornado registrado em Pedro Osório (RS) apresentou características compatíveis com a categoria F2 da Escala Fujita original. A classificação é preliminar e leva em consideração os danos encontrados no local.

O fenômeno arrancou árvores, danificou telhados e destruiu estruturas em propriedades rurais. Alguns imóveis tiveram partes completamente destruídas pela força dos ventos.

A ocorrência foi associada a uma linha de tempestades formada durante a passagem do sistema meteorológico. A combinação de ar quente e úmido, frente fria e forte cisalhamento do vento favoreceu a formação de áreas de rotação capazes de gerar o tornado.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gabriela Martins.

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