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Criança com autismo consegue na Justiça atendimento psicológico após meses na fila do SUS no Acre

Martelo da Justiça simbolizando a decisão do TJAC favorável ao atendimento de criança com autismo no Acre.

Martelo da Justiça simbolizando a decisão do TJAC favorável ao atendimento de criança com autismo no Acre.

Uma criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que aguardava acompanhamento psicológico no Sistema Único de Saúde (SUS) no Acre garantiu o direito ao tratamento por meio de decisão judicial. A determinação foi proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC) após a mãe da menor acionar o Poder Judiciário devido à ausência de previsão para o início do atendimento especializado.

A menor permanecia por meses retida no sistema de regulação estadual. Segundo a família, a paralisia no atendimento impedia a continuidade das terapias multidisciplinares indispensáveis para o seu desenvolvimento.

O recurso foi analisado pelo Tribunal Pleno Jurisdicional do TJAC, que concedeu, por maioria de votos, provimento parcial ao mandado de segurança. Com o resultado, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) fica obrigada a disponibilizar a assistência psicológica necessária à criança.

O relator do processo, desembargador Júnior Alberto, ressaltou em seu voto que a permanência por prazo indeterminado de crianças com autismo nas filas da regulação caracteriza omissão administrativa. O magistrado destacou que a prática fere as garantias constitucionais de prioridade absoluta e de acesso universal à saúde.

O entendimento firmado pelo tribunal também abre precedente sobre a gestão de filas no SUS dentro do estado, reforçando que restrições orçamentárias ou operacionais não podem servir de justificativa para postergar indefinidamente o atendimento a pessoas com necessidades especiais.

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