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Cury reforça críticas ao STF em sabatina e diz não querer carreira política

Cury reforça críticas ao STF em sabatina e diz não querer carreira política
Victor Aguiar/Metrópoles

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) reforçou, em entrevista rápida a jornalistas e sabatina à CNN Brasil, nesta segunda-feira (7/9), em São Paulo, o discurso de que pretende se apresentar como uma alternativa à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ao longo das duas conversas, Cury defendeu mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), falou sobre o 8 de Janeiro, apresentou propostas para a economia e a Previdência e negou acusações de que teria comprado seguidores para impulsionar sua candidatura.

Uma das principais propostas apresentadas por Cury é uma reforma no STF. O candidato defende reduzir o número de ministros da Corte e estabelecer mandatos de oito anos, sem possibilidade de recondução. Para ele, também é necessário mudar os critérios de escolha dos integrantes do tribunal.

“Oito anos e iria embora para nunca mais voltar”, disparou o candidato.

Cury também foi questionado sobre a atuação de ministros do Supremo. Ao tratar especificamente de Alexandre de Moraes, afirmou que, caso seja comprovada uma irregularidade grave, o ministro deve responder por ela e pode sofrer impeachment. O candidato defendeu ainda que o próprio tribunal investigue eventuais condutas irregulares de seus integrantes.

Penas “exageradas”

Sobre os condenados pelos atos de 8 de Janeiro, Cury disse ser contrário ao uso de um eventual indulto como promessa eleitoral. Caso seja eleito, afirmou que analisaria individualmente os processos e buscaria corrigir possíveis injustiças.

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do Metrópoles SP

“As condenações foram realmente exageradas em muitos casos”, afirmou o candidato. “Eu não passo a mão em quem errou, mas eu não deixo para trás quem foi injustiçado.”

Ao mesmo tempo, sustentou que crimes devem ser punidos e defendeu uma política penitenciária voltada à ressocialização dos presos.

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“Pacificação”

O candidato também repetiu a defesa de uma política de “pacificação” do país. Cury criticou tanto lulistas quanto bolsonaristas que, segundo ele, “deixam de questionar seus próprios líderes”. Para o candidato, o ambiente político brasileiro se transformou em uma “guerra de egos” e precisa ser substituído por uma atuação mais racional.

Na economia, Cury afirmou que o país precisa se preparar para os efeitos da inteligência artificial e da robótica sobre o mercado de trabalho. Uma das propostas apresentadas foi de dividir o BNDES em duas instituições, uma voltada a grandes empresas e outra para micro e pequenas empresas.

O candidato também falou sobre a Previdência e afirmou que o envelhecimento da população representa um problema que precisa ser enfrentado. Apesar de defender mudanças para melhorar as contas previdenciárias, garantiu que as aposentadorias continuariam sendo reajustadas pelo salário mínimo.

Sem reeleição

Cury ainda afirmou ser “radicalmente contra a reeleição” e disse que “não quer fazer carreira política”. A proposta, segundo ele, é reunir especialistas para participar da administração pública e substituir a lógica tradicional de ocupação dos cargos políticos.

Compra de seguidores?

Outro tema explorado na sabatina foi o crescimento recente de Cury nas redes sociais e nas pesquisas eleitorais. Questionado sobre acusações de adversários de que teria comprado seguidores ou contratado influenciadores, o candidato negou veementemente, afirmando ter investido cerca de R$ 60 mil na campanha digital e atribuindo o crescimento à adesão espontânea de eleitores e à repercussão de memes e conteúdos sobre sua candidatura.

Ao falar sobre um eventual segundo turno, Cury afirmou que aceitaria o apoio de qualquer candidato, partido ou político, desde que a pessoa não tenha histórico de corrupção. “Nós governaremos para 213 milhões de brasileiros”, disse.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Victor Aguiar.

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