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De criança a idoso: moradores de rua atacaram 9 pessoas em 15 dias no DF

PM prende morador de rua que chutou cabeça de criança na Asa Sul
Material cedido ao Metrópoles

Nas últimas duas semanas, pessoas em situação de rua foram responsáveis por, pelo menos, nove ataques. São crimes bárbaros, que chocaram a população do Distrito Federal, passando por um ataque a pauladas até chegar a um homicídio com 36 facadas.

Veja os casos:

Internação involuntária

Essa escalada de violência envolvendo pessoas em situação de rua fez com que a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), colocasse em prática o protocolo para internação involuntária de pessoas em situação de rua em casos previstos na legislação.

Segundo ela, a medida agora conta com respaldo legal e um fluxograma que define a atuação integrada das forças de segurança, da saúde e da assistência social.

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De acordo com a chefe do Executivo local, um dos principais problemas enfrentados até então era a falta de um procedimento padronizado para atender às ocorrências envolvendo moradores de rua com transtornos mentais graves ou em situação de vulnerabilidade extrema.

Segundo Celina Leão, sempre que a Polícia Militar (PMDF) for chamada para uma ocorrência envolvendo pessoas nessas condições, acusadas de cometer crimes, equipes da assistência social acompanharão o atendimento.

Em caso de flagrante, o suspeito será conduzido à delegacia, onde o delegado poderá acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A depender da situação, o Samu terá respaldo para encaminhar a pessoa ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), localizado em Taguatinga Sul, onde ela passará por criteriosa avaliação médica. Caso o laudo indique a necessidade, será submetida à internação para tratamento.

Celina destacou que o HSPV conta com 10 leitos destinados a esse tipo de atendimento.

Centro Pop

A progressista ainda reforçou que o GDF não vai recuar da ideia de transferir o Centro Pop da Asa Sul. “Vamos enfrentar o problema de frente.” Segundo ela, a mudança ocorrerá mesmo após questionamentos apresentados pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e Tribunal de Contas (TCDF).

“Recebi dois ofícios questionando essa decisão, mas vou fazer a transferência. A decisão está tomada. Se for preciso, vou judicializar. Não faz sentido manter um equipamento dessa natureza ao lado de escolas”, declarou.

Ela afirmou que o novo Centro Pop será administrado pela mesma equipe responsável pelo Hotel Social, que já possui experiência no atendimento à população em situação de rua.

O espaço contará com controle de acesso, cadastro de entrada e saída e concentrará diversos serviços públicos, como oferta de refeições, banho, emissão de documentos, atendimento em saúde, assistência social e apoio para o retorno ao estado de origem.

Segundo Celina, o governo pretende ampliar o acolhimento, mas também endurecer a atuação contra ocupações irregulares em áreas públicas. “Quem quiser receber ajuda terá toda a assistência necessária do Estado. Mas, para quem optar por permanecer em invasões, isso não será permitido”, afirmou.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Arthur de Souza.

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