Aliados do presidente Lula divergem sobre a possibilidade de convocar o Conselho da República diante de mais um capítulo da crise que envolve o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal.
Enquanto um grupo defende que o petista acione o colegiado como resposta institucional, outros avaliam que a medida agravaria ainda mais a crise e não produziria efeitos práticos.
O ministro André Mendonça, do STF, determinou nesta terça-feira (8/9) o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. A decisão também determinou a abertura de investigações sobre a atuação dos envolvidos.
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O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, participa da abertura do curso de formação após o afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça.
Brasília (DF), 08/09/2026
O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, participa da abertura do curso de formação após o afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça.
FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto2 de 3
Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor da PF
Montagem de fotos de Breno Esaki/Metropoles – Gustavo Moreno/STF3 de 3
Presidente Lula irá ao Piauí para ato político
Reprodução/YouTube @LulaOficial
Como mostrou o Metrópoles, o coordenador da campanha de Lula em São Paulo, Marco Aurélio Carvalho, é um dos que defendem que o presidente convoque o Conselho da República. Para ele, o momento exige uma resposta institucional diante da gravidade do episódio.
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do Metrópoles
“O Brasil está mergulhando em uma crise institucional sem precedentes na história do país. Poderes e órgãos da República avocando prerrogativas constitucionais que não lhes foram atribuídas”, afirmou Carvalho à coluna.
Segundo o advogado, o artigo 89 da Constituição Federal, regulamentado pela Lei nº 8.041, prevê o Conselho da República como órgão de consulta e aconselhamento da Presidência da República.
A avaliação, porém, é contestada por aliados integrantes do Palácio do Planalto. Um interlocutor afirma que a a iniciativa apenas “iria escalar mais ainda” a crise e, no fim, “não ia resolver nada”, justamente porque o Conselho da República tem caráter consultivo.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Milena Teixeira.

