Decisão histórica: Síria condena ex-ditador Bashar al-Assad à morte por crimes de guerra
A decisão responsabiliza a família por milhares de assassinatos e torturas; atual governo tenta destravar pedido de extradição barrado pelo Kremlin
Bashar al-Assad (Crédito: Reprodução YouTube)
A Justiça da Síria revelou uma decisão histórica nesta terça-feira (11/8), que ganhou uma enorme repercussão no mundo inteiro. O ex-ditador Bashar al-Assad e seu irmão caçula, Maher, foram condenados à pena de morte por crimes de guerra e contra a humanidade.
As violações ocorreram ao longo de um conflito civil devastador que durou 14 anos e deixou um rastro de mais de 500 mil mortos. Apesar da condenação máxima, o cumprimento da pena contra os irmãos Assad esbarra nas fronteiras internacionais. Ambos foram julgados à revelia, pois conseguiram fugir para a Rússia em dezembro de 2024, semanas antes da queda definitiva do regime.
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Bashar governou o país com “mão de ferro” por 24 anos. A segunda metade de sua gestão foi marcada pelo derramamento de sangue, sendo seu governo acusado pela comunidade internacional de promover assassinatos, prisões arbitrárias e tortura institucionalizada contra opositores.
Se os irmãos Assad conseguiram escapar sob as asas do Kremlin, o mesmo não ocorreu com Atef Najib. Primo materno do ex-ditador e antigo general do Exército, Najib é apontado como a faísca que incendiou a guerra civil ao liderar uma repressão brutal na província de Daraa, no sul do país.
Sem conseguir asilo no exterior, ele se tornou a figura do mais alto escalão do antigo regime a enfrentar as consequências presencialmente. Sob um esquema de segurança implacável, o ex-general acompanhou a leitura de sua sentença de morte vestido de presidiário, trancado dentro de uma jaula no tribunal criminal de Damasco.
Trazer Bashar al-Assad de volta para o corredor da morte sírio é uma missão complexa. A derrocada do ex-ditador só ocorreu após a Rússia diminuir seu apoio bélico à Síria, priorizando seus recursos na Guerra da Ucrânia. Ainda assim, Moscou continua oferecendo um escudo diplomático ao antigo parceiro.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Henrique Carlos.

