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Flávio Bolsonaro ataca Lula e Lulinha durante live: “não precisa nem fazer DNA”

O senador Flávio Bolsonaro (PL) voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante uma live realizada nesta quinta-feira (20). O candidato à Presidência usou as investigações envolvendo Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger para fazer críticas ao governo federal.

Durante a transmissão, Flávio afirmou: “pelo modus operandi, o Lulinha não precisa nem fazer teste de DNA. Todo mundo já sabe de quem ele é filho, né?”

A declaração foi feita enquanto o senador comentava reportagens sobre a relação de Lulinha com Roberta Luchsinger e as investigações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência.

O que você precisa saber

Flávio relacionou investigação de Lulinha ao governo Lula

Durante a transmissão, Flávio Bolsonaro citou informações divulgadas sobre a relação entre Lulinha e Roberta Luchsinger. O senador afirmou que a crise teria chegado ao entorno do presidente Lula.

As investigações apuram possíveis relações de influência envolvendo Lulinha, a lobista e pessoas ligadas à estrutura do governo. Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira, a Polícia Federal investiga se Lulinha teria se beneficiado de relações pessoais para favorecer interesses privados.

A investigação, porém, ainda está em andamento. A defesa de Lulinha nega irregularidades, e a Procuradoria-Geral da República pediu que o caso seja enviado para a primeira instância da Justiça.

Flávio Bolsonaro durante transmissão ao vivo nesta quinta-feira (20) | Foto: Reprodução

Caso envolve Roberta Luchsinger

Roberta Luchsinger aparece nas investigações relacionadas às relações de Lulinha com interesses empresariais que buscavam acesso a integrantes do governo federal.

Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira, a Polícia Federal apontou uma possível “comunhão de interesses econômicos” entre Lulinha e a lobista em negociações envolvendo contratos com o governo. A apuração também menciona uma empresa interessada em negócios relacionados à cannabis medicinal.

As informações fazem parte de uma investigação e não representam, por si só, uma condenação ou comprovação definitiva de crime.

A PGR, por sua vez, defende que o inquérito seja encaminhado à primeira instância. O pedido está relacionado à avaliação de que não haveria autoridade com foro privilegiado diretamente envolvida na investigação.

Flávio usa investigação em discurso eleitoral

A ofensiva contra Lula e Lulinha ocorreu dentro de uma transmissão de campanha. Flávio tem utilizado as investigações para reforçar suas críticas ao governo federal e associar o tema à disputa presidencial de 2026.

A live desta quinta-feira durou cerca de uma hora e teve outros assuntos além da investigação. O senador falou sobre economia, segurança pública e propostas voltadas às mulheres.

Também participaram da transmissão Daniella Marques, Guilherme Derrite e Alexandre Pittoli.

Economia e segurança também foram abordadas

Daniella Marques tratou de temas econômicos, incluindo o endividamento das famílias, dificuldades enfrentadas pelo varejo e propostas apresentadas pela campanha de Flávio.

Durante a participação, foram mencionadas medidas relacionadas à redução de despesas públicas e ao uso da Caixa Econômica Federal como instrumento de apoio a famílias endividadas.

Na segurança pública, Guilherme Derrite falou sobre medidas voltadas à proteção de mulheres e citou experiências adotadas em São Paulo, incluindo mecanismos de monitoramento de agressores.

Flávio também voltou a defender a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos.

Senador também criticou Alexandre de Moraes

No trecho final da transmissão, Flávio Bolsonaro criticou, sem citar diretamente o nome, uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O senador afirmou que a investigação mencionada teria atingido e revelado a fonte de um jornalista do Maranhão. Para Flávio, a medida representaria uma ameaça ao sigilo da fonte e à liberdade de imprensa.

A crítica foi apresentada pelo candidato como parte de sua posição sobre liberdade de expressão e atuação do Supremo.

Investigação sobre Lulinha continua

Os questionamentos envolvendo Lulinha continuam sendo analisados pelas autoridades. Nesta quinta-feira, o senador Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da CPMI do INSS, pediu informações a ministérios sobre possíveis encontros de integrantes do governo com Roberta Luchsinger e pessoas próximas a ela, incluindo Lulinha.

A PGR também solicitou ao STF a transferência do inquérito para a primeira instância.

Em outro desdobramento, Lulinha acionou a Justiça contra Flávio Bolsonaro por causa de um vídeo publicado anteriormente nas redes sociais do candidato. Segundo a Folha, a ação questiona um conteúdo produzido com inteligência artificial que associava Lulinha às suspeitas envolvendo desvios no INSS.

O caso permanece em investigação, e as acusações feitas no ambiente político devem ser diferenciadas das conclusões eventualmente produzidas pelas autoridades responsáveis pela apuração.

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