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Defesa do ator de Quem Ama Cuida rebate streamer após acusação de racismo

Quem é GH, streamer acusado de homofobia contra ator de Quem Ama Cuida
Reprodução

A equipe de defesa do ator João Victor Gonçalves, o Mau Mau de Quem Ama Cuida, divulgou uma nota após o streamer GH, acusado de homofobia contra o artista, alegar que o global teria sido racista por uma declaração feita em um vídeo.

“Quanto à declaração de João Victor Gonçalves, ofendido, na qual relatou temor de ser assaltado, esclarece-se que tal manifestação não possui qualquer conotação discriminatória. Trata-se de legítima de autoproteção, plenamente justificável diante do contexto fático: ausência de segurança no local, superioridade numérica dos agressores (quatro contra um) e a natureza intimidatória da abordagem. Não há nexo entre o receio manifestado e qualquer elemento de cunho racial“, diz a nota assinada pelos advogados.

O comunicado ainda diz que “o deboche público motivado pela não conformidade da vestimenta com padrões normativos de gênero, exposto e amplificado por meio de transmissão ao vivo, constitui ato discriminatório grave, independentemente do uso de termos pejorativos diretos”.

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João Victor Gonçalves interpreta Mau Mau na novela Quem Ama Cuida

Reprodução/Instagram2 de 4

O ator João Victor Gonçalves se mudou para o Rio de Janeiro por causa do trabalho como ator

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Declaração de João Victor sobre o Rio de Janeiro repercutiu nas redes sociais

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João Victor afirmou que gosta do trabalho na novela, mas não da cidade do Rio de Janeiro

Veja o comunicado completo:

Diante dos fatos amplamente noticiados ocorridos na madrugada de 05/09, nas imediações do Rock in Rio, os advogados que representam João Victor Gonçalves vêm a público esclarecer:

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do Metrópoles

João Victor Gonçalves foi vítima de hostilização motivada por suas vestimentas, em clara relação à discriminação por sua orientação sexual, ao ser abordado e seguido por um grupo de quatro indivíduos que zombaram publicamente da vestimenta, interpretada como de cunho feminino pelo agressores, mas utilizada por um homem, tendo o episódio sido transmitido ao vivo, em tempo real, ao público do autor da hostilização, através de seu canal pessoal na internet.

O deboche público motivado pela não conformidade da vestimenta com padrões normativos de gênero, exposto e amplificado por meio de transmissão ao vivo, constitui ato discriminatório grave, independentemente do uso de termos pejorativos diretos.

Em manifestação posterior, o próprio autor da hostilização admitiu que sua conduta teve como finalidade “movimentar” seu canal pessoal, evidenciando que o ato discriminatório foi praticado deliberadamente como estratégia de engajamento e geração de conteúdo, em benefício próprio e às custas da exposição pública não consentida da vítima. Tal confissão afasta qualquer alegação de espontaneidade ou de ausência de intenção, reforçando o caráter deliberado da conduta.

Quanto à declaração de João Victor Gonçalves, ofendido, na qual relatou temor de ser assaltado, esclarece-se que tal manifestação não possui qualquer conotação discriminatória. Trata-se de legítima de autoproteção, plenamente justificável diante do contexto fático: ausência de segurança no local, superioridade numérica dos agressores (quatro contra um) e a natureza intimidatória da abordagem. Não há nexo entre o receio manifestado e qualquer elemento de cunho racial.

Registra-se que o autor da hostilização, em manifestação posterior, imputou ao próprio ofendido a prática de racismo, alegação que não encontra qualquer amparo nos fatos nos quais se efetivamente proferidas por João Victor Gonçalves. Eventuais manifestações de terceiros — inclusive de cunho racista feitas por seguidores do referido contra o autor da hostilização — não podem ser a ele atribuídas, tampouco desviam a análise da conduta originalmente praticada contra a vítima.

Reafirma-se que João Victor Gonçalves figura, nestes fatos, exclusivamente na condição de vítima.

Entenda o caso

Tudo começou após GH transmitir uma live zombando das roupas de João Victor. “Caralho, fiel, o que é isso, fiel?”, diz GH, enquanto outros chamam o artista de “horroroso”.

João, por sua vez, diz que sentiu medo de ser roubado e acusou o rapaz de homofobia: “Dentro de mim, talvez eu estivesse sentindo alguma coisa, mas o meu medo de ser roubado era maior, eu acho”, completou. Ele ainda disse que está bem e destacou: “Homofobia não é entretenimento”. Em um outro vídeo, o ator da Globo garante que a situação “não vai passar em branco”.

Por meio de nota enviada ao Metrópoles, o Rock in Rio afirmou que “repudia qualquer forma de violência, assédio, discriminação ou preconceito e conta com equipe de segurança privada para atuar dentro do festival, enquanto as áreas públicas têm a segurança garantida pelos órgãos competentes.”

Posteriormente, GH disse: “O seu público está vindo me atacar de todas as formas aqui. Racista, xingando minha família e sendo preconceituoso comigo. Você também tem que se retratar. Se eu fui homofóbico para os teus seguidores, para os meus seguidores você foi racista”.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Juliana Barbosa.

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