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Depoimento de Flávio à PF por calúnia contra Lula está marcado para esta terça

Escritório de Flávio usa mesma contabilidade do Careca do INSS
Reprodução/Flow Podcast

Está marcado para terça-feira (28/7) depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Polícia Federal, às 14h. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar deve prestar explicações na investigação sobre a prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O inquérito apura publicação feita pelo senador em 3 de janeiro, no X, após a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.

Flávio escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

Embora Moraes tenha acolhido manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que a Polícia Federal ouça o senador sobre o caso, como Flávio é investigado no caso, ele pode optar por não comparecer ao depoimento.

Entenda

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da Coluna Manoela Alcântara

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Presidente Lula diz que foi caluniado por Flávio Bolsonaro

Hugo Barreto/Metrópoles
@hugobarretophoto e
Ricardo Stuckert/PR2 de 4

Nicolas Maduro capturado pelos EUA

Reprodução/X3 de 4

Nicolás Maduro era presidente da Venezuela

Gabinete de Imprensa da Presidência da Venezuela4 de 4

Moraes negou adiamento de depoimento de Flávio

Arte / Metrópoles

Questionamentos da defesa

A defesa do parlamentar havia pedido mais tempo para que o depoimento fosse marcado. Na decisão do dia 24 de julho, no entanto, Alexandre de Moraes informou ter pedido a Flávio que indicasse data e horário para a oitiva, mas que, transcorrido o prazo, isso não foi feito, e que a defesa do senador “se limitou a pedir renovação do prazo” e a “disponibilização de novas datas”.

O magistrado ressaltou que os advogados de Flávio Bolsonaro não apresentaram qualquer comprovante da impossibilidade de o senador comparecer à oitiva no período disponibilizado.

Em junho, o ministro do STF também negou o pedido apresentado pela defesa do senador para que o presidente Lula fosse ouvido sobre suposta reunião realizada após a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Moraes afirmou que Flávio não pode direcionar a investigação nem interferir na forma como ela é conduzida e, por isso, rejeitou todos os pedidos apresentados pela defesa.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manoela Alcântara.

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