O Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) executa serviços de melhoramento em 67 quilômetros de ramais em Epitaciolândia, no interior do estado. As intervenções abrangem 52 quilômetros da Estrada Velha e outros 15 quilômetros do Ramal do Km 7.
Os trechos são utilizados por moradores e produtores rurais para o deslocamento e o transporte de insumos e da produção. A recuperação dos acessos também está relacionada à circulação de veículos que atendem propriedades e atividades da cadeia produtiva da região.
Segundo informações divulgadas sobre os serviços, os recursos utilizados foram destinados quando Mailza Assis exercia o mandato de senadora.
A melhoria da Estrada Velha é acompanhada há anos por Francismarques dos Santos Araújo, engenheiro agrônomo e gerente de campo de produção da empresa Dom Porquito. Ele atua junto a produtores envolvidos com criação de suínos e aves, produção de milho, soja, gado e agricultura familiar.
Francismarques relata que as condições anteriores da estrada dificultavam o transporte, principalmente durante o período de chuvas. Em um dos casos citados por ele, um caminhão carregado com ração tombou durante o trajeto, provocando perda da carga e prejuízo ao produtor.
Para os produtores, a qualidade do acesso interfere diretamente no tempo necessário para transportar mercadorias. Roberto da Silva Nascimento, de 57 anos, trabalha com café, frango, soja e milho e afirma que caminhões chegavam a levar quase uma hora para percorrer os cerca de 10 quilômetros entre a região e o asfalto.
Com a recuperação do trecho, ele relata que o deslocamento dos caminhões ficou mais rápido, o que facilita operações que dependem de viagens frequentes, como o transporte de aves para o abatedouro.
Morador da região desde criança, Leandro Matos da Silva, de 41 anos, também acompanhou as mudanças nas condições de acesso. Segundo ele, no passado, a circulação era feita principalmente por carroça em determinados trechos da Estrada Velha.
Leandro também relaciona a melhoria do acesso à valorização dos terrenos localizados nas proximidades da estrada.
No Ramal do Km 7, onde foram realizados 15 quilômetros de serviços, moradores também relatam mudanças nas condições de circulação. Badilia Santiago Barbosa de Araújo, de 71 anos, vive na região há mais de quatro décadas e afirma que já acompanhou outras intervenções no local.
Ela avalia que o serviço realizado agora deixou o ramal em condições diferentes de intervenções anteriores, que, segundo seu relato, haviam alcançado apenas partes do trecho.
Durante a execução dos trabalhos, a ocorrência de chuvas chegou a dificultar a retirada de alguns produtos, segundo Francismarques. Ele também afirma que as demandas apresentadas à equipe responsável pelos serviços foram atendidas.
Após a recuperação dos 67 quilômetros, a manutenção dos trechos passa a ser uma das principais preocupações apontadas pelos produtores. Francismarques defende que o trabalho tenha continuidade para preservar as condições alcançadas e evitar que os ramais voltem a apresentar os problemas enfrentados anteriormente.
