Os corpos das seis vítimas que morreram no desabamento de um prédio em obras na Penha, zona leste de São Paulo, serão transportados para a Bolívia, onde serão sepultados. As vítimas são sete bolivianas e uma paraguaia. Com o resgate do último corpo, na tarde deste domingo (13/9), os bombeiros encerraram as buscas no local.
Ao todo, oito pessoas estavam no imóvel quando a estrutura desabou sobre casas vizinhas. Seis morreram e duas sobreviveram — um homem e uma criança, que tiveram apenas ferimentos leves e foram atendidos ainda na madrugada de sábado (12/9). Não há mais desaparecidos.
A operação de resgate mobilizou mais de 70 bombeiros e militares, 22 viaturas e um cão farejador. As equipes trabalharam sem interrupção desde as 2h de sábado, quando o desabamento foi comunicado.
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Imagem de 2024 do prédio que desabou na Penha
Reprodução/ Google Street View2 de 12
Bombeiros resgataram 8 vítimas de desabamento, 2 delas com vida
Divulgação/ Corpo de Bombeiros3 de 12
Segundo a Defesa Civil, 3 imóveis próximos foram interditados e passarão por uma nova avaliação técnica neste domingo (16/8)
Reprodução / Viva Abc4 de 12
Herbert Chino, pai de 2 crianças que estavam em casa afetada por desabamento
Leonardo Amaro/ Metrópoles5 de 12
Documento assinado em 2024 afirmava que demolição havia sido concluída. Ricardo Nunes acionou a Controladoria para investigar o caso
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Mais de 10 pessoas moravam na residência atingida pelo prédio
Divulgação/ Corpo de Bombeiros7 de 12
Corpo de Bombeiros confirmou 2 mortes, incluindo uma mulher grávida. Outras 2 pessoas foram resgatadas com vida e quatro seguem soterradas
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Corpo de Bombeiros confirmou 2 mortes, incluindo uma mulher grávida. Outras 2 pessoas foram resgatadas com vida e quatro seguem soterradas
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Corpo de Bombeiros confirmou 2 mortes, incluindo uma mulher grávida. Outras 2 pessoas foram resgatadas com vida e quatro seguem soterradas
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Corpo de Bombeiros confirmou 2 mortes, incluindo uma mulher grávida. Outras 2 pessoas foram resgatadas com vida e quatro seguem soterradas
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Corpo de Bombeiros confirmou 2 mortes, incluindo uma mulher grávida. Outras 2 pessoas foram resgatadas com vida e quatro seguem soterradas
Jéssica Bernardo / Metrópoles
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Prisão de sócio
A Polícia Civil prendeu temporariamente neste domingo um dos sócios-proprietários da construtora New Home, responsável pela obra do prédio de 12 andares que desabou na Penha, zona leste de São Paulo. O desabamento deixou seis mortos, e outros dois representantes da empresa são alvos de mandados de prisão.
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do Metrópoles SP
O homem preso é apontado pela investigação como um dos sócios-proprietários da construtora. Ele foi levado ao 24º DP (Ponte Rasa), onde deve prestar depoimento e permanecerá à disposição da Justiça. As equipes policiais continuam as diligências para localizar e prender os outros dois representantes da empresa que são alvos dos mandados.
Desabamento de prédio
- Um prédio em construção desabou sobre uma casa na Rua Tequici, na Penha, zona leste de São Paulo, por volta das 2h dese sábado (12/9);
- Cinco pessoas morreram, entre elas, uma mulher grávida. Outras duas pessoas, um homem de cerca de 30 anos e uma criança de 7 anos, foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico;
- Uma criança de 7 anos segue desaparecida;
- A construção já havia sido alvo de medidas da Prefeitura. Em 2019, o município autuou e interditou a obra por falta de alvará. Em 2021, a Prefeitura entrou na Justiça para impedir que a construção avançasse;
- A Polícia Civil investiga as circunstâncias do desabamento. Nunes afirmou que os responsáveis pela obra são pai e filho e que o filho também atuava como engenheiro responsável tecnicamente pela construção.
Servidora deve ser afastada
Uma servidora da Prefeitura de São Paulo deve ser afastada do cargo por pelo menos 30 dias após atestar que a construção que existia no terreno onde um prédio desabou na madrugada deste sábado (12/9), na zona leste da capital, havia sido demolida. O problema, segundo o procurador-geral do município, Daniel Falcão, é que a demolição não foi realizada.
Segundo ele, a medida é necessária para que a Controladoria-Geral do Município possa investigar como o documento foi emitido e qual foi a atuação da servidora no processo.
“Vai haver uma determinação minha de afastamento dessa servidora que deu esse ateste por pelo menos 30 dias para ajudar na investigação. Ela não pode continuar no cargo nesse momento para não atrapalhar a nossa investigação interna”, afirmou.
Segundo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o caso envolve um documento assinado em fevereiro de 2024 por uma funcionária da Subprefeitura da Penha. No texto, ela afirmou que a demolição havia sido “efetuada em sua integralidade” e que uma nova edificação estava em andamento no local.
O procurador-geral afirmou ainda que o próprio advogado da construtora esteve no local e constatou que a estrutura não havia sido demolida.
Obra acumulava multas e irregularidades
A construção do prédio que desabou na madrugada do último sábado (12/9), na zona leste de São Paulo, já tinha um histórico de irregularidades. Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), em 2019 a Prefeitura identificou que a obra avançava sem alvará, autuou e interditou o local. Mesmo assim, os trabalhos teriam continuado.
Em 2021, diante da continuidade da construção, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) entrou na Justiça para tentar interromper a obra. A empresa recebeu novas autuações e multas, entre elas uma de R$ 119 mil. Os valores foram aplicados pelo município pelo descumprimento das regras e pela continuidade de uma construção que, segundo a Prefeitura, não tinha autorização para avançar.
O caso voltou a ser analisado em 2024, quando, segundo Nunes, a Prefeitura condicionou a autorização para uma nova edificação à demolição da estrutura existente no terreno. Embora o município afirme que a demolição não foi realizada, um documento da Subprefeitura da Penha, assinado em fevereiro daquele ano, registrou que a estrutura havia sido demolida “em sua integralidade” e que uma nova construção estava em andamento.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Julia Gandra.

