A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Death Note, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados à Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE-AC). Ao todo, são cumpridos 27 mandados de busca e apreensão em municípios do Acre, Amazonas e São Paulo.
As medidas são realizadas em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Manaus (AM), São Paulo, Barueri e Ribeirão Preto (SP).
Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), a investigação aponta que o suposto esquema pode ter causado prejuízo superior a R$ 30 milhões aos cofres públicos. Os recursos são federais e foram destinados ao Acre por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
A operação é conduzida pela Polícia Federal no Acre, com apoio da CGU, e os mandados foram autorizados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Durante a investigação, também foram identificadas movimentações financeiras que, segundo os investigadores, podem ter sido utilizadas para o pagamento de vantagens indevidas e para ocultar a origem e os destinatários finais dos recursos.
A apuração ainda busca esclarecer uma possível atuação coordenada de empresários, agentes públicos e outras pessoas no direcionamento de licitações e no suposto desvio dos valores.
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o confisco de bens que podem ter sido adquiridos com recursos supostamente desviados. A medida busca preservar patrimônio que eventualmente possa ser utilizado para ressarcir os cofres públicos.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder por crimes como fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre informou que deve se manifestar sobre a operação ainda nesta quinta-feira (17).
Com informações do G1 Acre.

