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Diretor da Transunião ligado ao PCC será incluído na lista da Interpol

Diretor da Transunião ligado ao PCC será incluído na lista da Interpol
Reprodução/Transunião Transportes

Após pedido de promotores do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o nome do empresário Lourival de França Monário, diretor-presidente da Transunião, investigada por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), será incluído na lista vermelha da Interpol.

Monário é considerado foragido desde a Operação Última Parada, deflagrada pelo MPSP e pela Polícia Civil de São Paulo no fim de junho.

Com o avanço das investigações, promotores e investigadores chegaram a alguns suspeitos, entre eles o vereador de São Paulo Senival Moura (PT).

Segundo os investigadores, a Transunião teria sido usada para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas por meio de um núcleo paralelo que tomava decisões sobre a companhia, incluindo a transferência de valores para integrantes do PCC.

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da Coluna Manoela Alcântara

O capital social da empresa saltou de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem que a origem dos recursos fosse esclarecida.

Carbono oculto

O MP também afirma que o circuito financeiro identificado na operação apresenta pontos de contato com os esquemas investigados em outras operações, especialmente a Carbono Oculto. Outra investigação citada é a Operação Mafiusi, conduzida em conjunto com a Polícia Federal (PF), que apura a ligação do PCC com a máfia italiana ‘Ndrangheta.

Segundo a investigação, Lourival mantinha relações patrimoniais e comerciais com Everton de Souza, o “Player”, apontado pela Polícia Civil como operador financeiro ligado ao PCC e investigado no mesmo esquema que levou à prisão da advogada Deolane Bezerra e teve como alvo o chefe da facção, Marcola.

O nome do dirigente será incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo que comunica às polícias dos países-membros que o investigado é procurado para fins de localização.

Dinheiro do PCC

Conforme o Metrópoles mostrou, investigadores suspeitam que a Transunião tenha usado dinheiro do PCC para vencer a licitação que garantiu o direito de operar o transporte público da cidade de São Paulo.

De acordo com o MPSP, a companhia passou por uma série de alterações societárias entre 2015 e 2019, elevando seu capital de R$ 100 mil para R$ 50 milhões com o objetivo de atender aos requisitos do certame.

Em entrevista coletiva concedida na sede do MPSP, o promotor Danilo Pugliesi, um dos responsáveis pela apuração, afirmou que “pessoas ligadas ao PCC” fizeram aportes para aumentar o patrimônio da Transunião.

“Na integralização de capital que essas empresas declararam para participar da licitação de transporte público, houve a entrada formal de dinheiro de origem ilícita, não declarada, por meio de pessoas que não tinham lastro para isso. Essa metodologia que foi empregada ao olhar as alterações societárias da UpBus e da Transwolff foi a que se repetiu na Transunião e, da mesma forma, se confirmou”, disse o promotor.

A coluna pediu resposta da Transunião sobre o caso, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Pablo Giovanni.

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