Belo Horizonte – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga uma discussão entre duas vizinhas que terminou em agressão, no bairro Ana Lúcia, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Enquanto a vítima afirma que a agressão foi motivada pelo descarte de fezes de cachorro em uma lixeira, a defesa da policial sustenta que o episódio é consequência de um conflito antigo entre as vizinhas.
À polícia, a vítima disse que passeava com os cães quando foi atacada pela vizinha com spray de pimenta, puxões de cabelo e socos. Segundo a denunciante, a agressão foi motivada pelo descarte de fezes dos animais na lixeira da suspeita.
Nas imagens do circuito de segurança, a estudante aparece caminhando com os cães pela calçada quando a policial penal se aproxima e arremessa contra ela um saco com fezes de cachorro, que, segundo a vítima, havia sido descartado horas antes em uma lixeira localizada na rua.
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Não é fato isolado
A defesa da policial penal disse, por meio de nota, que a desavença entre vizinhas não se trata de fato isolado. “Recorrentemente, a tutora do cachorro acondiciona fezes do animal em sacos plásticos abertos na porta da casa da sua vizinha, como de outros moradores do local. Essas fezes são colocadas de forma displicente e, muitas vezes, geram forte odor e caem na porta das residências”, disse.
Segundo a defesa, o problema não envolve apenas as duas mulheres. Segundo a nota, há registros, inclusive em boletim de ocorrência, de que a tutora do cachorro também teria jogado fezes em outra casa da rua e feito ofensas recorrentes.
“A medida tomada precedeu de conversas, inclusive no dia dos fatos, mas a tutora do cachorro sem qualquer urbanidade a destratou e – recorrentemente – insulta moradores do local, inclusive, pessoas idosas”, disse.
A nota continua: ”Sem que houvesse uma solução amigável foi preciso que a proprietária da casa onde as fezes são repetidamente jogadas de forma negligente interpelasse a tutora para objetivar o fim da prática, preservar a higiene, a ordem pública e restabelecer a convivência respeitosa na vizinhança.”
Outro caso
Em um boletim de ocorrência registrado na semana passada, no bairro Ana Lúcia, que o Metrópoles teve acesso, uma moradora relatou à polícia que vinha sendo constantemente incomodada pela tutora do cachorro.
Segundo o documento, a mulher afirmou que a vizinha “proferia ofensas”, “atirou fezes na casa da solicitante” e dizia que o esposo da mulher que registrou ocorrência mexe com outras mulheres em razão da solicitante ser “velha e feia”. O registro também aponta que a autora das queixas afirmou que a vizinha tutora do cachorro dizia que o marido da mulher “vai para o bar porque não a suporta” e que, em uma ocasião, “tentou agredi-la”.
Em nota enviada nesta quinta-feira (23/7), a PC informa que apura a ocorrência de lesão corporal registrada dia 20 de julho. “Outras informações serão repassadas em momento oportuno”, finalizou.
O que diz a Sejusp
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou, por meio de nota, que o fato se deu fora do horário de trabalho da servidora e que o spray utilizado pela agressora é particular, não pertencendo à corporação.
“Ressaltamos que a atitude da servidora não condiz com as diretrizes da Polícia Penal de Minas Gerais”, diz. A pasta ainda acrescentou que não compactua com desvios de conduta de seus servidores.
“Toda e qualquer suspeita é apurada com rigor, por meio de sua Corregedoria, sempre respeitando o devido processo legal e os princípios da ampla defesa e do contraditório. Medidas administrativas e, quando necessário, judiciais são adotadas com a seriedade que o tema exige”, finalizou.
O espaço está aberto para a manifestação da defesa da vítima. Não conseguimos contato até o momento.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Larissa Ricci.

