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Donos de construtora de prédio que desabou em SP serão presos, diz Nunes

Donos de construtora de prédio que desabou em SP serão presos, diz Nunes
Leonardo Amaro / Metrópoles

Com duas mortes confirmadas e quatro pessoas ainda procuradas nos escombros, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a Polícia Civil foi acionada para prender os donos da construtora responsável pelo prédio que desabou sobre uma casa na Penha, zona leste de São Paulo, na madrugada deste sábado (12/9).

Segundo Nunes, os responsáveis pela obra são pai e filho. O filho, além de ser um dos proprietários, também seria o engenheiro responsável tecnicamente pela construção. De acordo com o prefeito, a medida foi tomada após a Prefeitura identificar que uma determinação anterior para demolir a estrutura não teria sido cumprida.

O desabamento ocorreu na Rua Tequici e deixou duas mulheres mortas, uma delas grávida. Outras duas pessoas — um homem de cerca de 30 anos e uma criança de 7 anos — foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico.

Até o início da tarde, outras quatro pessoas permaneciam soterradas nos escombros: uma criança, um casal e outra mulher. Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda não era possível saber se elas estavam vivas. Cerca de 60 bombeiros, com o apoio de 20 viaturas e cães de busca, trabalhavam no local para localizar as vítimas.

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do Metrópoles SP
7 imagens1 de 7

Imagem de 2024 do prédio que desabou na Penha

Reprodução/ Google Street View2 de 7

Mais de 10 pessoas moravam na residência atingida pelo prédio

Divulgação/ Corpo de Bombeiros3 de 7

Desabamento na zona leste de SP

Divulgação/ Corpo de Bombeiros4 de 7

Criança é resgatada com vida após desabamento na zona leste de SP

Divulgação/ Defesa Civil5 de 7

Prédio desabou na madrugada deste sábado (12/9)

Imagens cedidas ao Metrópoles6 de 7

Herbert Chino, pai de 2 crianças que estavam em casa afetada por desabamento

Leonardo Amaro/ Metrópoles7 de 7

Prefeito de SP visita local do desabamento

Leonardo Amaro/ Metrópoles

Desabamento de prédio

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Prisão e responsabilização

A obra já era alvo de medidas da Prefeitura antes do desabamento. Em 2019, o município autuou e interditou a construção por falta de alvará. Em 2021, entrou na Justiça para impedir o avanço da obra. Segundo Nunes, uma decisão posterior condicionou a construção de um novo prédio à demolição da estrutura anterior, o que não teria sido feito.

Nunes afirmou que o advogado dos responsáveis confirmou que a demolição não havia sido concluída. “Se ele falou isso, que ele nunca fez essa demolição, ele acabou de fazer uma confissão de um crime”, declarou.

A situação também levantou dúvidas sobre um documento de fiscalização assinado em fevereiro de 2024 por uma funcionária da Subprefeitura da Penha. O texto afirmava que a demolição havia sido “efetuada em sua integralidade” e que, no local, havia uma nova edificação em andamento. Segundo Nunes, porém, imagens do imóvel e relatos de moradores indicam que a estrutura antiga permaneceu no terreno.

“Se aquele documento for falso, essa pessoa também vai responder, civil e criminalmente, pelo ato que fez”, declarou.

Por isso, a Prefeitura acionou a Controladoria-Geral do Município para investigar o documento e verificar se houve erro na vistoria ou se a informação registrada não correspondia ao que havia sido feito no imóvel.

Câmera registra momento do desabamento

Uma câmera de segurança instalada do outro lado da rua registrou o momento em que o prédio em construção desabou sobre uma casa na Penha, zona leste de São Paulo, na madrugada deste sábado. As imagens mostram que o desmoronamento ocorreu por volta das 1h58, na Rua Tequici, 61. Não havia ninguém dentro do imóvel em obras no momento da queda. Veja o momento:

Quatro pessoas foram retiradas dos escombros até o início da tarde, sendo duas delas sem vida. Entre os sobreviventes está uma menina de 5 anos, resgatada pelos bombeiros. O pai da criança, Herbert Chino, ainda aguardava a retirada de outra filha, de 7 anos, e da esposa, que permaneciam soterradas. “Alguém tem que responder por isso”, disse ele enquanto acompanhava o trabalho das equipes de resgate.

A Defesa Civil informou que ainda não é possível afirmar se as chuvas que atingem a capital paulista tiveram relação com o desabamento.

A obra era realizada pela construtora New Home. O advogado da empresa, Alexandre Sampi, afirmou que a construção estava regular e tinha alvará. Segundo ele, o prédio chegou a ser embargado, mas o embargo teria sido cassado.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Julia Gandra.

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