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PMAC confirma que Acre ainda não adquiriu drogômetros para fiscalização de trânsito

Agentes de transito em fiscalizacao da Lei Seca no Acre.

Agentes de transito em fiscalizacao da Lei Seca no Acre.

A Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC) confirmou que o estado ainda não dispõe do “drogômetro”, dispositivo portátil utilizado para detectar substâncias psicoativas no organismo de condutores durante abordagens de trânsito. A implementação da tecnologia sobre o drogômetro no Acre ocorre após a recente atualização das diretrizes da Lei Seca pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que autorizou o uso do mecanismo em âmbito nacional.

De acordo com a corporação, a utilização do equipamento nas operações da capital e do interior ainda não tem data para começar, pois o estado precisará instaurar um processo de licitação para a compra dos aparelhos e dos insumos de análise. A assessoria da Polícia Militar ressaltou que a regulamentação federal abriu a possibilidade técnica, mas não impôs a obrigatoriedade de adesão imediata pelas unidades federativas, respeitando o tempo de adequação orçamentária e administrativa de cada órgão.

O dispositivo funciona por meio do recolhimento de fluido oral (saliva) e atua como triagem rápida para identificar diferentes classes de entorpecentes, como cocaína, maconha (THC), anfetaminas, LSD, fentanil e metanfetaminas. Enquanto os aparelhos não são adquiridos, as fiscalizações nas vias acreanas continuam apoiadas nos testes de etilômetro (bafômetro), exames laboratoriais e na constatação clínica de sinais de alteração psicomotora pelos agentes de segurança.

A legislação ressalta que as penalidades no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) permanecem as mesmas para condutores flagrados sob efeito de substâncias ou que se recusarem a realizar os testes. A recusa gera multa gravíssima, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e retenção do veículo.

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