Belo Horizonte – O atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu o senador e candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) após o mineiro desafiar os presidenciáveis a apresentarem propostas para ajudar o estado a lidar com a dívida de cerca de R$ 180 bilhões com a União.
“Desafio aceito, senador. E já te digo: já respondido”, afirmou Durigan. Segundo ele, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já “encarou” a dívida mineira ao criar o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que renegocia os débitos dos estados com a União. Ele ainda citou o voto favorável de Cleitinho à proposta no Senado.
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A resposta ocorre após Cleitinho afirmar, em entrevista ao Metrópoles, que ainda não havia visto nenhum dos candidatos à Presidência apresentar propostas para ajudar Minas a enfrentar o endividamento.
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do Metrópoles
“Até agora eu não vi nenhum presidenciável aqui, tanto Lula, tanto Zema, tanto Flávio Bolsonaro, nenhum falar assim: ‘eu quero ajudar o estado de Minas Gerais’”, afirmou Cleitinho.
O senador disse ainda que pretende procurar os candidatos ao Palácio do Planalto durante a campanha para questioná-los sobre o tema.
“Estou fazendo um desafio para vocês. Inclusive, estou aqui disposto a dialogar com todos os presidenciáveis. A minha proposta é conversar com cada presidenciável agora na eleição e perguntar para eles o que o governo federal vai fazer para poder ajudar o estado de Minas Gerais”, disse.
“Solução concreta”
Na resposta, Durigan afirmou que a solução defendida pelo governo Lula já foi aprovada pelo Congresso Nacional e está em vigor.
“A resposta nesse caso foi dada pelo governo do presidente Lula, que construiu nos últimos anos, junto com o Congresso, uma solução concreta para todos os estados do país, em especial para Minas Gerais”, afirmou.
O secretário-executivo também ressaltou que o Propag recebeu o voto favorável do próprio Cleitinho no Senado.
“A proposta, que é um desenrola para os estados, já foi aprovada no Congresso Nacional, inclusive com o voto do senador Cleitinho, e já está em vigor.”
Segundo Durigan, Minas acumulou R$ 76 bilhões a mais em sua dívida durante o período em que deixou de fazer pagamentos à União. O estado foi beneficiado por decisões judiciais que suspenderam o pagamento das parcelas durante a gestão do governador Romeu Zema (Novo).
Durigan afirmou que, sem a renegociação, Minas teria que arcar com uma dívida corrigida pela inflação mais juros de 4% ao ano, com prestação de R$ 605 milhões por mês.
Com o Propag, segundo ele, o estado pode reduzir os juros a zero, mantendo a correção pelo IPCA. O secretário-executivo estima que a economia possa chegar a R$ 225 bilhões para Minas ao longo dos próximos 30 anos.
“Essa economia precisa voltar para a população de Minas e precisa voltar em forma de investimento”, disse.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thayná Schuquel.

