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Eduardo Bolsonaro "orientou" uso de recursos do Dark Horse nos EUA, diz PF

Eduardo Bolsonaro "orientou" uso de recursos do Dark Horse nos EUA, diz PF
Reprodução/YouTube

Segundo investigações da Polícia Federal (PF), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi responsável por orientar como seriam utilizados, nos Estados Unidos, os recursos que seriam destinados ao filme “Dark Horse”, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A conclusão é da Procuradoria-Geral da República (PGR), que, ainda segundo o documento, chamou de “aporte ilícito” o dinheiro enviado pelo ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro à cinebiografia.

As informações constam dos autos do Caso Master, cujo sigilo de Justiça foi retirado na noite dessa quinta-feira (10/9) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, por determinação do presidente da Corte, Edson Fachin.

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Em manifestação enviada ao Supremo, o procurador-geral Paulo Gonet destacou indícios de que o ex-parlamentar teria orientado a escolha da estrutura offshore Havengate Development Fund LP para receber aportes financeiros — incluindo repasses investigados como ilícitos – do empresário Daniel Vorcaro.

A PF citou troca de mensagens entre o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), o banqueiro Daniel Vorcaro e o publicitário Thiago Miranda, que mostram como Eduardo orienta a gestão financeira e sugerido o uso do Havengate.

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“No mês de março de 2025, Thiago Miranda informou a Daniel Vorcaro que Flavio B e Eduardo pretendiam marcar reunião com ele a respeito do filme. Na sequência, como já mencionado, foi encaminhada captura de tela de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro, com orientações sobre a gestão dos recursos nos Estados Unidos”, afirma a decisão.

Em maio, o Intercept Brasil revelou conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro nas quais é mencionado um pagamento de aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme. O valor discutido chegaria a cerca de R$ 134 milhões.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Maria Eduarda Maia.

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