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Eleições 2026: seis candidatos concentram mais de 40% dos recursos declarados no Acre

Dinheiro e elementos relacionados às eleições representam diferença de recursos financeiros entre candidatos no Acre em 2026.

Foto: Reprodução.

A campanha eleitoral de 2026 no Acre começa a revelar uma grande diferença na estrutura financeira disponível entre os candidatos. Levantamento realizado pelo ac24horas com base nas receitas declaradas pelas candidaturas mostra que 132 candidatos somam aproximadamente R$ 35,9 milhões.

Desse montante, apenas seis candidaturas concentram cerca de R$ 14,8 milhões, mais de 40% do total identificado no levantamento.

No topo aparecem Márcio Bittar (PL), Gladson Cameli (PP) e Mailza Assis (PP), todos com R$ 3 milhões declarados. Juntos, os três concentram R$ 9 milhões.

Completam o grupo Zé Adriano (PP) e Zezinho Barbary (PP), com R$ 2 milhões cada, além de Alan Rick (Republicanos), com R$ 1,8 milhão.

Governo: Mailza tem R$ 3 milhões e Alan Rick, R$ 1,8 milhão

Na disputa pelo Governo do Acre, Mailza Assis aparece com o maior volume entre os nomes apresentados no levantamento: R$ 3 milhões.

Alan Rick registra R$ 1,8 milhão, enquanto Tião Bocalom (PSDB) aparece com R$ 300 mil e Eudo Raffael (PCB), com R$ 9,2 mil.

A diferença entre os valores declarados por Mailza e Bocalom chega a R$ 2,7 milhões.

Senado: Bittar e Gladson lideram

A disparidade também aparece na disputa pelas duas vagas do Acre no Senado.

Márcio Bittar e Gladson Cameli aparecem com R$ 3 milhões cada. Jorge Viana (PT) registra R$ 1,6 milhão e Mara Rocha (Republicanos), R$ 1,2 milhão.

Na outra ponta estão Eduardo Velloso (Solidariedade), com R$ 9 mil, e Professor Inacio Moreira (PSOL), com R$ 1,3 mil.

Isso significa que, neste momento das prestações de contas, existe uma diferença de quase R$ 3 milhões entre alguns adversários que disputam o mesmo cargo.

Câmara Federal também registra abismo financeiro

Entre os candidatos a deputado federal, Zé Adriano e Zezinho Barbary aparecem na frente, com R$ 2 milhões declarados por cada candidatura.

Na sequência estão Perpétua Almeida, com cerca de R$ 1,1 milhão, e Dr. Fábio Rueda e Sheila Andrade, com R$ 1 milhão cada.

Enquanto isso, Nety do Vale aparece com R$ 5 mil, Ney Amorim, com R$ 4 mil, e Leonardo Melo, com R$ 3 mil.

Entre uma candidatura de R$ 2 milhões e outra de R$ 3 mil, a diferença chega a aproximadamente R$ 1,997 milhão.

Assembleia também apresenta diferenças

Na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa, Dra. Michelle Melo (União Brasil) lidera o levantamento com R$ 810 mil.

Charlene Lima e Maria Lucinéia, ambas do PL, aparecem com R$ 700 mil cada. Adailton Cruz, Tio Pablo Bregense e Whendy Lima, do União Brasil, registram R$ 300 mil cada.

Ao mesmo tempo, dezenas de candidatos apresentam receitas de R$ 10 mil ou menos.

Mais dinheiro não significa eleição garantida

Os números mostram a capacidade financeira disponível neste início da campanha, mas não significam necessariamente vantagem eleitoral proporcional nas urnas.

Recursos permitem ampliar publicidade, deslocamentos, equipes e estrutura de campanha, mas fatores como alianças, presença nos municípios, militância, popularidade e capacidade de mobilização também influenciam o resultado.

Além disso, os valores não são exclusivamente provenientes do fundo eleitoral: o levantamento considera as receitas declaradas pelas candidaturas, incluindo recursos públicos e doações de terceiros.

Os números representam uma fotografia deste momento da campanha e podem mudar significativamente à medida que novos recursos sejam recebidos e registrados nas prestações de contas eleitorais.

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