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Eleições: presidenciáveis aceleram para fechar palanques estaduais

Eleições: presidenciáveis aceleram para fechar palanques estaduais
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES – IGO ESTRELA/METRÓPOLES – BRENO ESAKI/METRÓPOLES – KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

Com o início das convenções partidárias, os principais nomes na disputa pelo Palácio do Planalto intensificam a corrida para fechar palanques estaduais, considerados estratégicos para impulsionar as campanhas presidenciais.

Na corrida pelos apoios locais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à etapa com vantagem e com definições em 25 estados e no Distrito Federal.

A convenção partidária marca o período que partidos e filiados devem se reunir para definir candidatos para as eleições, a data para tal definição se encerra no dia 5 de agosto. Após essa processo, as legendas têm até o dia 15 de agosto para registrar o pedido de candidatura.

Convenções partidárias

Lula na frente das definições

O presidente Lula chancelou o avanço nas definições estaduais na última semana, quando bateu o martelo sobre o Minas Gerais e alçou o deputado federal Patrus Ananias (PT) como pré-candidato da legenda ao Palácio Tiradentes. A decisão encerrou um longo entrave no estado.

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do Metrópoles

Além do segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é um “termômetro” para a disputa presidencial já que, tradicionalmente, o presidenciável mais votado no estado converge com o candidato eleito para assumir o Palácio Planalto.

Além da candidatura própria no estado mineiro, o Partido dos Trabalhadores (PT) também lançou candidatos ao governos locais em 10 estados, além de ter costurado apoios a nomes do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Social Brasileiro (PSB), Movimento Social Democrático (MDB), União Brasil e Progressistas (PP).

Resta ao petista, agora, chegar a uma definição apenas no estado de Goiás. O estado enfrenta um entrave entre o diretório nacional do PT e o diretório estadual da legenda. Em reunião na última segunda-feira (13/7), o PT em Goiás decidiu manter apoio à pré-candidatura do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) ao governo do estado goiano.

A decisão, no entanto, contraria a vontade de Lula, que defende que a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) na disputa ao governo. Mas ela resiste à proposta. A parlamentar preside o diretório estadual da sigla e endossou apoio a Bueno.

Flávio Bolsonaro tem indefinições em seis estados

Principal adversário do presidente Lula na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) já fechou arranjos em 21 estados. Deste arranjos, em 12 estados o Partido Liberal (PL) tem candidatos próprios, além de alianças com o União Brasil, Progressistas (PP) e Republicanos em outras localidades.

O filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL), contudo, ainda busca desatar nós nos seis estados sem definição — Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão.

Em ao menos dois deles, em Pernambuco Alagoas, pessoas que acompanham a articulação, como antecipou o Metrópoles, acreditam que o presidenciável pode acabar sem coligação oficial.

No Espirito Santo, por outro lado, as conversas caminham para uma definição. Um acordo do PL com o Republicanos pode consolidar no apoio de Flávio Bolsonaro a Lorenzo Pazolini (Republicanos), prefeito da capital capixaba, para o governo do estado.

PSD de Caiado tem candidatos em 13 estados

O Partido Social Democrático (PSD) que tem Ronaldo Caiado (PSD) e Gilberto Kassab (PSD) na chapa para a Presidência da República pela legenda, tem candidatos próprios em 12 estados e no Distrito Federal. São eles:

Nem todos estes nomes, contudo, se convertem em apoio à pré-candidatura de Caiado ao Palácio do Planalto. Apesar da proximidade de parte de seus candidatos com o bolsonarismo, o PSD tende a adotar uma estratégia de neutralidade nos estados durante a campanha, evitando declarar apoio explícito a Ronaldo Caiado ou Flávio Bolsonaro.

Zema tem palanque em quatro estados

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) deve contar apoio em quatro estados, onde o Novo tem candidatos próprios.

A legenda tem pré-candidatos ao governo estadual no Ceará, com o senador Eduardo Girão; Mato Grosso do Sul, com João Henrique Catan; no Distrito Federal com Kiko Caputo; e no Rio de Janeiro com André Marinho.

Articuladores do Partido Novo consultados pelo Metrópoles sob reserva afirmaram que a legenda articulou apoio em 13 estados, onde deve apoiar candidatos de partidos variados, incluindo do PL e do PSD. A estratégia busca preservar alianças regionais e evitar desgastes com partidos que, embora apoiem presidenciáveis distintos, dividem palanques e composições eleitorais com o Novo nos estados.

Na prática, a legenda optou por priorizar os acordos locais, mantendo o apoio a candidatos considerados competitivos para os governos estaduais e preservando coligações para outros cargos, como o Senado. Como é o caso do Rio Grande do Sul.

No estado, o Novo apoiar a candidatura do deputado federal Luciano Zucco (PL), que inclui o senador Marcel van Hattem (Novo) na chapa, que busca a reeleição para o Senado.

O Novo, conforme apurou o Metrópoles, também deve apoiar:

Missão de Renan Santos tem cinco pré-candidatos

O Missão que tem Renan Santos como pré-candidato ao Palácio do Planalto, conforme apurou o Metrópoles, não vai apoiar nomes de outras legendas. O partido, contudo, tem cinco pré-candidatos aos governos locais em seis estados. São eles:


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Carinne Souza.

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