Grupo Mulheres do Brasil | Conteúdo patrocinado31/07/2026 13:57, atualizado 31/07/2026 13:58
Durante décadas, empreender foi tratado como sinônimo de liberdade financeira. Na prática, porém, para milhões de mulheres brasileiras, abrir um negócio significa muito mais do que realizar um sonho: é uma estratégia de sobrevivência.
Quando o mercado formal fecha portas, quando a maternidade dificulta a permanência no emprego ou quando a desigualdade salarial limita oportunidades de crescimento, muitas mulheres encontram no empreendedorismo a possibilidade de garantir renda, sustentar a família e reconstruir a própria autonomia.
Os números ajudam a dimensionar essa transformação. Segundo levantamento do Sebrae, o Brasil alcançou, em 2025, o maior número de mulheres empreendedoras da série histórica: são 10,4 milhões de brasileiras à frente de um negócio, crescimento de 27% em relação a 2015.
No mesmo período, o avanço entre os homens foi de aproximadamente 11%, evidenciando que o empreendedorismo feminino cresce em ritmo acelerado.
Contudo, apesar desse avanço, o cenário ainda está longe da igualdade.
Embora representem mais da metade da população em idade para trabalhar, as mulheres correspondem a apenas 34,3% dos donos de negócios no país.
A taxa de empreendedorismo feminino também permanece inferior à masculina: 11,5% contra 23,6%.
Além disso, elas ainda recebem, em média, 24% menos do que os homens empreendedores, mesmo com a redução dessa diferença nos últimos anos.
Essa realidade revela um paradoxo. Nunca houve tantas mulheres empreendendo no Brasil. Ao mesmo tempo, nunca ficou tão evidente que empreender não elimina, por si só, as barreiras estruturais que elas enfrentam.
Muito além de abrir um CNPJ
Existe uma ideia bastante difundida de que empreender significa simplesmente abrir uma empresa. Na realidade, o processo envolve acesso a crédito, qualificação, construção de redes de apoio, desenvolvimento de liderança e, principalmente, oportunidades.
Ainda de acordo com o estudo do Sebrae sobre empreendedorismo feminino, cerca de 71% das empreendedoras formais trabalham por conta própria. E entre as empreendedoras informais, quase 98% atuam sem empregados, muitas vezes impulsionadas pela necessidade e não por uma oportunidade de mercado.
Outro dado chama a atenção: praticamente metade das mulheres empreendedoras brasileiras é responsável pelo próprio domicílio. Ou seja, além de administrar um negócio, elas sustentam as famílias e conciliam responsabilidades domésticas e de cuidado.
Essa dupla e muitas vezes tripla jornada ajuda a explicar por que discutir empreendedorismo feminino significa também falar sobre políticas públicas, acesso à educação, crédito, inovação e igualdade de oportunidades.
Liderança também se aprende
É justamente para fortalecer esse ecossistema que ocorre, nos dias 4 e 5 de agosto, em São Paulo, o 1º Summit Mulheres nas Profissões | Elas Fazem Acontecer.
Promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, o encontro reunirá lideranças, executivas, empreendedoras, especialistas e profissionais de diferentes áreas para discutir os desafios do mercado de trabalho e as transformações que vêm moldando as carreiras femininas.
A programação contará com mais de 100 palestrantes distribuídos em sete arenas temáticas, abordando temas como liderança, empreendedorismo, inovação, tecnologia, inteligência artificial, desenvolvimento profissional, saúde, bem-estar e impacto social.
Entre os nomes confirmados estão a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia; a empresária Luiza Helena Trajano; a escritora Djamila Ribeiro; a cantora e apresentadora Juliette Freire; as jornalistas Ana Paula Padrão e Christiane Pelajo; além das atrizes Denise Fraga e Beth Goulart.
Além das palestras, o evento oferecerá mentorias, workshops, espaços para networking, exposições e ativações de empresas parceiras.
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Pensando na inclusão, a organização também disponibilizará Espaço Kids monitorado, berçário, fraldário e área de amamentação, permitindo que mães possam participar da programação com mais tranquilidade.
Um debate que ultrapassa o universo feminino
Discutir empreendedorismo feminino deixou de ser um assunto restrito às mulheres.
Organismos internacionais e instituições de pesquisa apontam que ampliar a participação feminina na economia está diretamente relacionado ao crescimento da produtividade, à geração de inovação e ao desenvolvimento sustentável.
Quando mais mulheres conseguem transformar conhecimento em negócios sustentáveis, toda a economia se beneficia.
Mais do que celebrar histórias de sucesso, o Summit Mulheres nas Profissões surge como um espaço para discutir quais condições ainda precisam ser criadas para que talento, competência e inovação tenham mais peso do que as desigualdades que ainda persistem no mercado de trabalho.
1º Summit Mulheres nas Profissões | Elas Fazem Acontecer
Data: 4 e 5 de agosto de 2026
Horário: das 9h às 20h
Local: Expo Center Norte | Pavilhão Azul ( Rua José Bernardo Pinto, 333 | Vila Guilherme, São Paulo -SP)
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Conteúdo Especial.

