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Esposa de nº 2 do CV tem candidatura barrada pelo TRE-RJ

Esposa de nº 2 do CV tem candidatura barrada pelo TRE-RJ
Reprodução/Redes sociais

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) barrou, por unanimidade, nesta sexta-feira (11/9), a candidatura de Mariana de Souza (PP) à Câmara dos Deputados.

Ela é apontada como esposa de Wilson Marques de Albuquerque, conhecido como “Zé Dirceu”. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL), ele atua como o número dois do Comando Vermelho (CV) no estado nordestino.

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A decisão atende a pedido de impugnação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que aponta supostos vínculos de Mariana com o alto escalão da facção. A candidata à deputada federal pelo Rio ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Durante o julgamento, o presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio de Mello Tavares, afirmou que a decisão é uma resposta ao crime organizado. “Mais uma vez, o tribunal está dando uma resposta ao crime organizado”, ressaltou.

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Wilson Marques de Albuquerque, o Zé Dirceu

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Mariana de Souza, esposa do nº 2 do CV

Reprodução/Redes sociais

Relação com o CV

Empresas e suspeita de lavagem

Outro ponto envolve a empresa Império do Norte Ltda., de propriedade de Mariana.

Segundo o MPE, a firma está registrada em endereço ao lado de outra empresa, que, de acordo com a ação, teria sido aberta por Wilson usando identidade falsa.

Para a Procuradoria, há indícios de que as empresas tenham sido usadas para lavagem de dinheiro.

O órgão cita ainda seis contas bancárias em nome de Mariana. As movimentações, segundo o MPE, teriam sinais de fracionamento de valores.

Votos em áreas do CV

A votação de Mariana também foi usada como argumento. Nas eleições municipais de 2024, ela concorreu a uma vaga de vereadora na cidade do Rio de Janeiro pelo PDT.

Segundo o MPE, 1.451 votos recebidos por ela, o equivalente a 81,3% do total, ficaram concentrados em bairros da zona norte do Rio apontados como áreas de domínio do CV, como o Complexo da Penha.

Para a Procuradoria, a concentração pode indicar um “curral eleitoral” sustentado por controle territorial.

O MPE cita ainda R$ 14 mil em doações feitas por 10 pessoas que moram ou já moraram nessas regiões. Entre os doadores, segundo a ação, há pessoas com registros criminais ou sem renda formal compatível com os valores.

O próprio MPE ressalva, porém, que esses dados, isoladamente, não comprovam origem ilícita das doações.

Metrópoles tenta contato com a defesa de Mariana. O espaço segue em aberto para manifestações.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Álvaro Luiz.

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