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Estudo identifica novo alvo para vencer resistência no câncer de mama

Estudo identifica novo alvo para vencer resistência no câncer de mama
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Pesquisadores identificaram um mecanismo que pode estar por trás da resistência ao trastuzumabe deruxtecana (T-DXd), um dos principais medicamentos usados no tratamento do câncer de mama metastático HER2-positivo e HER2-low.

A descoberta, publicada na revista Clinical Cancer Research, também apontou um alvo terapêutico que poderá, futuramente, ajudar a restaurar a eficácia da medicação. 

O estudo, conduzido por pesquisadores do Houston Methodist e da Texas A&M University, analisou amostras de metástases coletadas antes do início do tratamento para entender por que algumas pacientes não respondem ao T-DXd, mesmo sem apresentar características clínicas que indiquem maior risco de falha terapêutica.

Os cientistas observaram que os tumores resistentes apresentavam aumento das proteínas S100, responsáveis por ativar o receptor RAGE. Juntas, elas desencadeavam uma série de sinais que favoreciam a sobrevivência das células cancerígenas e reduziam a ação do medicamento. O mecanismo foi encontrado em diferentes locais de metástase.

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do Metrópoles Saúde e Ciência

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Principais achados do estudo

Câncer de mama tem cura? Saiba quais são os sintomas e tratamento

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Câncer de mama é uma doença caracterizada pela multiplicação desordenada de células da mama causando tumor. Apesar de acometer, principalmente, mulheres, a enfermidade também pode ser diagnosticada em homens

Sakan Piriyapongsak / EyeEm/ Getty Images2 de 16

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresentam bom prognóstico

Science Photo Library – ROGER HARRIS/ Getty Images3 de 16

Não há uma causa específica para a doença. Contudo, fatores ambientais, genéticos, hormonais e comportamentais podem aumentar o risco de desenvolvimento da enfermidade. Além disso, o risco aumenta com a idade, sendo comum em pessoas com mais de 50 anos

Jupiterimages/ Getty Images4 de 16

Apesar de haver chances reais de cura se diagnosticado precocemente, o câncer de mama é desafiador. Muitas vezes, leva a força, os cabelos, os seios, a autoestima e, em alguns casos, a vida. Segundo o Inca, a enfermidade é responsável pelo maior número de óbitos por câncer na população feminina brasileira

wera Rodsawang/ Getty Images5 de 16

Os principais sinais da doença são o aparecimento de caroços ou nódulos endurecidos e geralmente indolores. Além desses, alteração na característica da pele ou do bico dos seios, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, nódulos no pescoço ou na região das axilas e pele da mama vermelha ou parecida com casca de laranja são outros sintomas

Boy_Anupong/ Getty Images6 de 16

O famoso autoexame é extremamente importante na identificação precoce da doença. No entanto, para fazê-lo corretamente é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitada

Annette Bunch/ Getty Images7 de 16

Faça o autoexame. Em frente ao espelho, tire toda a roupa e observe os seios com os braços caídos. Em seguida, levante os braços e verifique as mamas. Por fim, coloque as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície dos seios

Metrópoles 8 de 16

A palpação de pé deve ser feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Para isso, levante o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça. Em seguida, apalpe cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita. Repita os passos no seio direito

Metrópoles 9 de 16

A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados, em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo. Depois da palpação, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido

Saran Sinsaward / EyeEm/ Getty Images10 de 16

Por fim, deitada, coloque a mão esquerda na nuca. Em seguida, com a mão direita, apalpe o seio esquerdo verificando toda a região. Esses passos devem ser repetidos no seio direito para terminar a avaliação das duas mamas

FG Trade/ Getty Images11 de 16

Mulheres após os 20 anos que tenham casos de câncer na família ou com mais de 40 anos sem casos de câncer na família devem realizar o autoexame da mama para prevenir e diagnosticar precocemente a doença

AlexanderFord/ Getty Images12 de 16

O autoexame também pode ser feito por homens, que apesar da atipicidade, podem sofrer com esse tipo de câncer, apresentando sintomas semelhantes

SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images13 de 16

De acordo com especialistas, diante da suspeita da doença, é importante procurar um médico para dar início a exames oficiais, como a mamografia e análises laboratoriais, capazes de apontar a presença da enfermidade

andresr/ Getty Images14 de 16

É importante saber que a presença de pequenos nódulos na mama não indica, necessariamente, que um câncer está se desenvolvendo. No entanto, se esse nódulo for aumentando ao longo do tempo ou se causar outros sintomas, pode indicar malignidade e, por isso, deve ser investigado por um médico

Westend61/ Getty Images15 de 16

O tratamento do câncer de mama dependerá da extensão da doença e das características do tumor. Contudo, pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica

Peter Dazeley/ Getty Images16 de 16

Os resultados, porém, são melhores quando a doença é diagnosticada no início. No caso de ter se espalhado para outros órgãos (metástases), o tratamento buscará prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do paciente

Burak Karademir/ Getty Images

Bloqueio da via aumentou a eficácia do tratamento

Após identificar o mecanismo, os pesquisadores testaram um inibidor oral do receptor RAGE, chamado TTP488 (azeliragon), combinado ao T-DXd. Em experimentos de laboratório e em modelos animais, a estratégia aumentou a morte das células tumorais, restaurou a resposta ao tratamento e reduziu a carga metastática.

Os autores destacam que a pesquisa ainda está em fase pré-clínica. Embora os resultados sejam promissores, serão necessários estudos clínicos para confirmar se a combinação é segura e eficaz em pacientes. Ainda assim, a identificação da via S100-RAGE representa um novo caminho para combater a resistência ao tratamento do câncer de mama avançado.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Isabella França.

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