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EUA: 25 estados processam governo Trump por novas tarifas comerciais

EUA: 25 estados processam governo Trump por novas tarifas comerciais
Kevin Dietsch/Getty Images

Uma coalizão de 25 estados norte-americanos governados por democratas entrou na Justiça contra o governo de Donald Trump para barrar as novas tarifas impostas sobre importações de 60 parceiros comerciais, entre eles o Brasil.

A ação foi protocolada nesta segunda-feira (3/8) no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos e é liderada pela procuradora-geral de Nova York, Letitia James.

Os estados alegam que Trump extrapolou sua autoridade ao usar a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 para impor tarifas adicionais de 10% e 12,5% sobre produtos importados.

Segundo a coalizão, a medida foi adotada após a Suprema Corte impedir, em fevereiro, que o presidente utilizasse a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para aplicar tarifas amplas. Desde então, a Casa Branca passou a justificar a política tarifária com base na Seção 301, instrumento voltado ao combate de práticas comerciais consideradas desleais.

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do Metrópoles

Além de Nova York, participam da ação estados como: Oregon, Califórnia, Illinois, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Nova Jersey e Washington. Todos os 25 estados são governados por democratas ou têm procuradores-gerais democratas.

Brasil foi enquadrado na maior faixa de tarifa

Pedido de suspensão imediata da tarifa

Na ação, os estados pedem que a Justiça suspenda imediatamente a cobrança das tarifas, declare a política ilegal e determine o reembolso dos valores já pagos por estados e outros entes públicos afetados. Eles afirmam ainda que as sobretaxas elevarão os custos para consumidores, empresas e governos estaduais.

“Apesar de ter perdido em todas as etapas, Trump está tentando mais uma vez causar mais caos às famílias trabalhadoras e às empresas locais do Oregon”, afirmou, em comunicado, o procurador-geral do estado, Dan Rayfield.

Os procuradores também sustentam que o governo Trump repete uma estratégia já contestada em duas ações movidas por pequenas empresas. Segundo eles, o argumento de que as tarifas buscam combater o trabalho forçado serve apenas de pretexto para restabelecer sobretaxas amplas que já haviam sido consideradas ilegais pelos tribunais.

A coalizão acrescenta que uma taxação generalizada sobre importações não enfrenta as causas do trabalho forçado nem contribui de forma efetiva para reduzir essa prática nas cadeias globais de produção.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Giovanna Estrela.

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