Ícone do site YacoNews

EUA critica megaprojetos chineses na América Latina e aponta falhas

EUA critica megaprojetos chineses na América Latina e aponta falhas
Thomas Peter-Pool/Getty Images

O governo dos Estados Unidos elevou o tom contra a presença de empresas estatais chinesas em grandes projetos de infraestrutura na América Latina. O secretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Juan Pablo Segura, citou obras no Equador, Peru e Guiana e afirmou que empreendimentos conduzidos por companhias de Pequim enfrentaram problemas como falhas estruturais, atrasos, aumento de custos, rompimento de contratos e questionamentos sobre processos de licitação.

“Nossa região está repleta de projetos liderados por empresas estatais chinesas, como a Sinohydro Corporation e a China Railway Group Limited, nos quais houve redução de itens, descumprimento de contratos, endividamento dos governos e danos ao meio ambiente em nível local”, escreveu Segura nas redes sociais.

Entre os exemplos apresentados pelo funcionário americano está a hidrelétrica Coca Codo Sinclair, no Equador. O empreendimento, construído pela chinesa Sinohydro durante o governo do ex-presidente Rafael Correa, começou a operar em 2016 e se tornou um dos principais projetos de geração de energia do país.

◾️Una presa hidroeléctrica en Ecuador que resulta costosa, está mal construida y presenta fallos.

◾️Proyectos de construcción abandonados e intentos corruptos de manipular los procesos de licitación en Perú.

◾️Un aeropuerto en Guyana que se vio afectado por más de una década de… pic.twitter.com/nqCNeryGYT

— Juan Pablo Segura (@WHAAsstSecty) August 27, 2026

Disputa entre Washington e Pequim

3 imagens1 de 3

Juan Pablo Segura assumiu, em 14 de agosto, o cargo de secretário assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental

Reprodução/Departamento de Estado dos EUA2 de 3

Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, participam de uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo

Alex Wong/Getty Images3 de 3

Xi Jinping e Daniel Noboa em Pequim

A usina, porém, passou a enfrentar uma série de problemas técnicos. Entre eles estão fissuras identificadas em componentes do sistema de distribuição de aço. Dados da Companhia Equatoriana de Eletricidade (CELEC) apontavam 17.661 fissuras registradas até 2022.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

As falhas levaram o Estado equatoriano a adiar durante anos a aceitação formal do empreendimento. Mesmo com trabalhos de reparo realizados ao longo do período, os problemas estruturais não foram completamente solucionados.

Além dos problemas técnicos, Coca Codo Sinclair concentra outro ponto que está no centro das críticas de Washington: o financiamento chinês de grandes obras de infraestrutura latino-americanas.

A construção da hidrelétrica recebeu financiamento do Banco de Exportação e Importação da China (Eximbank), que concedeu ao Equador um empréstimo inicial de aproximadamente US$ 1,68 bilhão. A Sinohydro ficou responsável pela execução da obra.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manuela de Moura.

Sair da versão mobile