Belo Horizonte – Uma área rural privada, às margens da MGC-497, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi ocupada por um grupo com cerca de 130 pessoas na manhã desse domingo (30/8). A ação é coordenada pelo Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) e ocorre na Fazenda Bom Jardim.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), foi até o local e deu detalhes sobre a ocupação. Segundo ele, a Polícia Militar (PM) cercou a área para impedir a entrada de novas pessoas e de estruturas que possam dar suporte à permanência do grupo.
O governador afirmou ainda que a orientação é para que a polícia atue sem violência. Ele disse ser contrário tanto à ocupação quanto a uma retirada dos ocupantes por meio da força.
Ver esta publicação no Instagram
Uma publicação partilhada por Mateus Simões | Governador de Minas Gerais (@mateus.simoesmg)
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
“Não é assim que a polícia age. A polícia age com inteligência e com respeito. Nós primeiro cercamos a área para que ninguém mais entre, para que não entre estrutura, para que não entrem coisas lá para dentro”, afirmou.
Crianças na área
Segundo Simões, há dez crianças entre os ocupantes. O Conselho Tutelar foi acionado e, conforme o governador, o objetivo é retirar os menores antes de qualquer eventual ação policial dentro da propriedade.
“Há crianças lá dentro e, obviamente, eu não vou determinar a entrada do Choque numa área com crianças para a gente correr o risco de colocar essas crianças em uma situação em que elas podem acabar sofrendo”, disse.
Simões acusou os responsáveis pela ocupação de usarem as crianças para dificultar uma eventual ação policial. O governador também informou que uma mulher grávida precisou ser retirada da área pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Governo descarta negociação
Simões afirmou ainda que o governo estadual não pretende negociar a permanência do grupo na propriedade.
“Nós não fazemos negociação com quem invade. O que a gente faz é sempre a mesma coisa que nós estamos fazendo aqui agora, com calma, com tranquilidade, e dizer que as pessoas vão ter de sair”, afirmou.
O governador também comentou uma faixa colocada no local que faria referência ao Banco Master. Segundo ele, a eventual ligação da propriedade com o banco não altera a atuação do estado.
“Podia ser do Lula, seria defendido em Minas Gerais da mesma forma, porque não existe possibilidade de quem não é dono entrar em área aqui”, declarou.
Simões afirmou ainda que o governo já enfrentou outras tentativas de ocupação de propriedades durante a atual gestão. Segundo ele, em três episódios os grupos deixaram os locais sem necessidade de entrada da polícia. Em outros dois casos, o estado aguardou decisões judiciais antes da retirada dos ocupantes.
O governador disse que a mesma estratégia deve ser adotada em Uberlândia e reforçou que a polícia poderá agir, caso seja necessário.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Larissa Ricci.

