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Ficar mais de 30 minutos sentado pode elevar risco de câncer, diz estudo

Ficar mais de 30 minutos sentado pode elevar risco de câncer, diz estudo
Kelly Sikkema/Unsplash

Passar muito tempo sentado já é associado a problemas de saúde. Agora, um novo estudo publicado na revista PLOS Medicine em 2 de julho indica que a forma como esse tempo é acumulado ao longo do dia também faz diferença.

A pesquisa acompanhou mais de 91 mil pessoas no Reino Unido e mostrou que períodos longos sem interrupção podem estar ligados a maior risco de câncer e de morte pela doença.

Tempo sentado faz diferença

Os participantes usaram um dispositivo no pulso por sete dias para registrar níveis de atividade. Os dados foram cruzados com informações de saúde ao longo de cerca de 12 anos.

Os pesquisadores observaram que não é só o total de tempo sentado que importa, mas principalmente se ele ocorre de forma contínua ou com pausas.

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do Metrópoles Saúde e Ciência

Períodos de 30 minutos ou mais sem se levantar foram classificados como comportamento sedentário prolongado. Já os intervalos com pausas ou de menor duração foram considerados interrompidos.

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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação

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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença

Phynart Studio/ Getty Images3 de 9

A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.

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Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago

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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

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Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido

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A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados

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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos

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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

DjelicS/ Getty Images

Risco maior sem pausas

Os resultados mostram que cada hora extra por dia em longos períodos sentado foi associada a um aumento de 9% no risco de morte por câncer. Também houve aumento de 3% no risco de diagnóstico da doença e de 5% em tipos ligados à obesidade e ao diabetes tipo 2.

Segundo os autores, mesmo variações pequenas podem se acumular ao longo do tempo e influenciar a saúde.

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Interromper o sedentarismo ajuda

Por outro lado, levantar com frequência foi associado a melhores resultados. Cada hora de tempo sentado com pausas esteve ligada a menor risco de morte por câncer e menor incidência da doença.

Trocar uma hora por dia de tempo sentado por atividade leve, como caminhar, também esteve relacionado a redução nos riscos.

Os pesquisadores destacam que o estudo mostra uma associação e não prova causa direta. Ainda assim, os dados indicam que pequenas mudanças na rotina, como evitar longos períodos sentado, podem fazer diferença ao longo do tempo.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ravenna Alves.

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