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Filha de ciclista morto no Calafate cobra justiça após atropelamento: “Não é vingança”

Larissa pediu justiça pela morte do pai/Foto: Reprodução

A filha do trabalhador José Maria Ferreira Lima, de 53 anos, usou as redes sociais para prestar uma homenagem ao pai e pedir justiça após o atropelamento que tirou a vida dele na Avenida Beija-Flor, no bairro Calafate, em Rio Branco.

José Maria morreu na manhã da última sexta-feira (17), após ser atingido por um carro enquanto seguia de bicicleta em direção ao trabalho. Em uma publicação emocionante, Larissa Lima relatou a dor enfrentada pela família e afirmou que os últimos dias foram marcados por sofrimento, revolta e busca por respostas.

“Hoje escrevo com o coração despedaçado. Perder meu pai já é uma dor impossível de explicar”, escreveu.

Família cobra esclarecimentos

No desabafo, Larissa afirmou que a motorista envolvida no acidente teria deixado o local sem prestar socorro e somente se apresentado à Polícia Civil três dias depois. Segundo ela, a condutora alegou acreditar que havia atropelado um animal.

As declarações representam a versão apresentada pela família da vítima.

“Nenhuma explicação diminuirá a ausência que meu pai deixou. Nenhuma palavra trará de volta o abraço, o sorriso, os conselhos e os momentos que ainda viveríamos juntos”, declarou.

“O que peço não é vingança”

Ao longo da publicação, Larissa destacou que a família não busca vingança, mas sim que o caso seja completamente esclarecido e que os responsáveis respondam pelos próprios atos.

“O que peço hoje não é vingança. É justiça. Justiça para que a verdade seja esclarecida, para que os responsáveis respondam pelos seus atos e para que nenhuma outra família precise passar por uma dor como a nossa.”

Ela também descreveu José Maria como um homem trabalhador, digno e muito amado pelos familiares e amigos.

“Descanse em paz, pai. Seu amor viverá para sempre em nossos corações, e eu jamais deixarei de lutar por você”, concluiu.

Caso segue sob investigação

O atropelamento é investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do acidente e as responsabilidades da condutora.

A mulher que dirigia o veículo se apresentou espontaneamente à polícia nesta semana e deverá responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar. O inquérito segue em fase de conclusão.

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