O compositor João Bosco recebeu críticas nas redes sociais após fazer comentários sobre movimentos identitários. Críticas semelhantes já haviam sido direcionadas ao seu filho, o filósofo e escritor Chico Bosco, por suas declarações sobre o feminismo.
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Chico Bosco e João Bosco
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Milton Nascimento, Chico Buarque e João Bosco
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Em dezembro de 2025, Chico Bosco sugeriu que as mulheres adotassem perspectivas mais positivas em relação aos homens e reavaliassem a intensidade das críticas ao machismo. Após a repercussão negativa, ele afirmou seu posicionamento foi incompreendido.
“Quem considera que eu, por ser homem, branco etc., devo me ajoelhar diante de pessoas que me xingam… é meu adversário político e tem meu mais profundo desprezo como sujeito moral. O que está acontecendo é da ordem do ódio, da covardia e portanto é vil até do ponto de vista da moral mais elementar. De minha parte, seguirei argumentando, democraticamente”, apontou na ocasião.
Ele chegou a ser respondido publicamente pela atriz Alice Carvalho e pela escritora e empresária Jana Rosa, que se revoltaram com as opiniões e pedidos do filho de João Bosco.
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do Metrópoles
João Bosco causa polêmica ao defender canção
Em entrevista recente que viralizou nas redes sociais, João Bosco, de 80 anos, comentou sobre a canção Gol Anulado, parceria de 1976 com Aldir Blanc, cuja letra é criticada por movimentos sociais por retratar uma agressão contra a mulher.
Ao justificar a manutenção da música nos shows, o compositor argumentou que a obra deve ser compreendida sob a ótica da ficção. “A música é uma crônica. Ela é feita dentro de um universo criativo, poético. Não é um ato institucional. Não é uma lei”, afirmou.
Na mesma entrevista, o artista traçou um paralelo entre o patrulhamento atual à produção artística e a censura enfrentada por músicos durante a ditadura militar, direcionando críticas ao que classificou como “identitarismo exagerado”.
“As pessoas estão muito loucas, exageradas. Precisam ser melhor medicadas. Isso não vai nos levar a lugar nenhum. Tem de haver uma tolerância, um diálogo”, declarou o cantor, defendendo que a aplicação rígida desses critérios faria o país perder parte de sua bagagem musical.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Vinícius Veloso.

